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Sisi diz que Egito defenderia território saudita, mas descarta um ataque ao Iêmen

21 out 2026 - 15h37
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Resumo
O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que o apoio militar do país à Arábia Saudita se restringirá à defesa de seu território e fronteiras contra os houthis, descartando qualquer ataque ao Iêmen. Em meio à crescente tensão regional e ao fortalecimento dos laços estratégicos bilaterais, o Parlamento egípcio adiou a votação sobre a autorização de ajuda às forças sauditas, enquanto o Cairo reafirma sua solidariedade a Riad sem expandir sua atuação armada além de missões defensivas.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, ‌afirmou que o apoio militar do Egito à Arábia Saudita se limitaria à defesa do território e das fronteiras do reino e não incluiria um ataque ao Iêmen, informou a Presidência egípcia nesta quarta-feira, enquanto os houthis, aliados do Irã, intensificam os ataques ao reino.

As declarações de Sisi ocorreram ⁠enquanto o ministro das Relações Exteriores egípcio, Badr Abdelatty, e o chefe ‌de inteligência, Hassan Rashad, se reuniam com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em Riad, informou a agência de notícias estatal saudita ‌SPA. Abdelatty entregou uma mensagem por escrito de ‌Sisi ao rei Salman, e as duas partes discutiram as ⁠relações bilaterais e os desdobramentos regionais, informou a SPA.

A carta tratava do fortalecimento das relações bilaterais e afirmava a total solidariedade e apoio do Egito à Arábia Saudita, informou o Ministério das Relações Exteriores do Egito em um comunicado.

Qualquer apoio militar egípcio à Arábia Saudita poderia marcar uma ‌escalada significativa no conflito mais amplo do Oriente Médio, que tem ameaçado ‌o abastecimento global de energia ⁠e impulsionado os ⁠preços do petróleo para cima desde que os EUA e Israel atacaram o ⁠Irã em fevereiro.

O Egito também defenderia ‌o território de qualquer outro ‌país árabe, se solicitado, afirmou Sisi, mas seu esforço militar não se estenderia além do território egípcio ou do de um Estado árabe cuja segurança e estabilidade o Cairo estivesse buscando proteger.

Na segunda-feira, ⁠o Parlamento egípcio adiou para 26 de outubro a votação sobre a autorização para que as Forças Armadas apoiem a Arábia Saudita, caso seja solicitado, informaram os parlamentares.

Os combates entre a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo internacionalmente ‌reconhecido do Iêmen, e os houthis, que controlam a capital Sanaa e grande parte do norte, se intensificaram nas últimas semanas, abrindo outra ⁠frente na guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

O Egito e a Arábia Saudita são parceiros estratégicos e econômicos próximos. A Arábia Saudita e outros países do Golfo Pérsico, incluindo os Emirados Árabes Unidos, forneceram ao Egito bilhões de dólares em ajuda, depósitos no banco central e investimentos após a derrubada militar, em 2013, do presidente islamita Mohamed Mursi. Sisi tornou-se presidente um ano depois.

O Egito, uma potência militar regional, já havia se juntado à coalizão liderada pela Arábia Saudita que interveio no Iêmen em 2015 em apoio ao governo contra os houthis, embora tenha desempenhado um papel limitado nos combates da guerra civil.

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