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Rússia aprova mobilização de soldados via e-mail

A nova legislação prevê que, caso o cidadão tente escapar da regra, ele ficará imediatamente impossibilitado de sair do país.

11 abr 2023 - 17h30
(atualizado às 17h36)
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A Rússia vai convocar cidadãos eletronicamente. O parlamento da Rússia aprovou a criação de um portal que permitirá a mobilização de soldados para a guerra da Ucrânia por e-mail. A medida foi votada nesta terça-feira (11) e visa tornar mais simples a convocação de cidadãos do país para o confronto e dificultar a fuga do serviço militar.

Vladimir Putin, presidente da Rússia; o parlamento do país aprovou lei que permite a convocação de soldados via e
Vladimir Putin, presidente da Rússia; o parlamento do país aprovou lei que permite a convocação de soldados via e
Foto: mail (Crédito Fotos: Getty Images) / Perfil Brasil

Os partidos que apoiam o presidente Vladimir Putin nas duas casas legislativas russas constituem maioria. Antes de a proposta ser votada na assembleia, tanto na câmara baixa (Duma), quanto na câmara alta (Soviete da Federação), as notificações para convocar os cidadãos para a guerra eram feitas apenas por meio de cartas. As cartas precisavam ter sido entregues diretamente pelo gabinete local de alistamento ou pela entidade patronal.

A alteração pela via eletrônica também prevê que, em caso de tentativa de escapar da regra, a pessoa fique automaticamente proibida de sair da Rússia.

Segundo o canal português SIC Notícias, o país diz ter mobilizado mais de 300 mil homens no ano passado para uma "operação militar especial" na Ucrânia.

O governo da Rússia também busca recrutar soldados profissionais de forma voluntária por intermédio de uma campanha publicitária.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reconheceu que existiram "problemas" durante a mobilização de soldados para a guerra no ano passado. "Temos de aperfeiçoar e modernizar o sistema de mobilização militar", afirmou.

A Rússia iniciou a guera contra a vizinha Ucrânia em 23 de fevereiro do ano passado; em 2014, o exército de Vladimir Putin invadiu e conquistou a península da Crimeia que, até então, pertencia à Ucrânia.

Perfil Brasil
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