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RNA de tigre da Tasmânia extinto é recuperado pela primeira vez

19 set 2023 - 17h53
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O tigre da Tasmânia, um marsupial carnívoro listrado do tamanho de um cachorro, também chamado de tilacino, era um predador de ponta que caçava cangurus e outras presas e já vagou pelo território continental australiano e por ilhas adjacentes. Por causa dos humanos, a espécie está extinta.

Mas isso não significa que os cientistas pararam de aprender sobre isso. Pela primeira vez, pesquisadores anunciaram na terça-feira que recuperaram o RNA -- material genético presente em todas as células vivas que tem semelhanças estruturais com o DNA -- da pele e músculo dissecados de um tigre da Tasmânia que está armazenado desde 1891, em um museu em Estocolmo.

Nos últimos anos, os cientistas extraíram DNA de animais e plantas antigas, alguns deles com mais de 2 milhões de anos. Mas este estudo marcou a primeira vez que o RNA -- que é muito menos estável que o DNA -- foi recuperado de uma espécie extinta.

Embora não seja o foco desta pesquisa, a capacidade de extrair, sequenciar e analisar RNA antigo poderia impulsionar as iniciativas de outros cientistas para recriar espécies extintas. A recuperação de RNA de vírus antigos também poderia ajudar a decifrar a causa de pandemias anteriores.

O DNA (ácido desoxirribonucléico) e o RNA (ácido ribonucléico) -- primos biomoleculares -- são moléculas fundamentais na biologia celular.

O DNA é uma molécula de fita dupla que contém o código genético de um organismo, carregando os genes que dão origem a todos os seres vivos. O RNA é uma molécula de fita simples que carrega a informação genética que recebe do DNA, colocando essa informação em prática. O RNA sintetiza o conjunto de proteínas que um organismo necessita para viver e trabalha para regular o metabolismo celular.

"O sequenciamento de RNA dá uma ideia da verdadeira biologia e regulação do metabolismo que acontecia nas células e tecidos dos tigres da Tasmânia antes de serem extintos", disse o geneticista e bioinformático Emilio Mármol Sánchez, do Centro de Paleogenética e SciLifeLab na Suécia, autor líder do estudo publicado na revista Genome Research.

"Se quisermos compreender as espécies extintas, precisamos de compreender que complementos genéticos elas possuem e também o que os genes estavam fazendo e quais estavam ativos", disse o geneticista e co-autor do estudo Marc Friedländer, da Universidade de Estocolmo e do SciLifeLab.

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