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Retrato gigante de menina morta na guerra de Gaza é estendido em praia de Barcelona

29 jan 2026 - 17h01
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Manifestantes estenderam um retrato gigante da menina palestina Hind Rajab, que tinha cinco anos de idade, em uma praia de Barcelona nesta quinta-feira, dois anos após sua morte na guerra de ‌Gaza, e sua mãe apelou para que a comunidade internacional preste atenção à situação das crianças de Gaza.

Os ‌angustiados pedidos finais de ajuda de Hind enquanto estava presa em um carro sob fogo israelense foram recontados no filme "A Voz de Hind Rajab", que ganhou o Leão de Prata no Festival de Cinema de Veneza no ano passado e está indicado ao Oscar.

Durante a ofensiva de Israel em resposta a um ‍ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, Hind ficou presa no carro por horas, implorando aos médicos palestinos por telefone para que enviassem ajuda, enquanto sua tia, tio e três primos já estavam mortos.

Quando uma ambulância finalmente chegou, o contato com a menina e os próprios ‌socorristas foi perdido. Doze dias depois, os corpos da menina, de seus ‌parentes e de dois paramédicos foram recuperados da área.

Em Barcelona, várias centenas de pessoas ergueram uma lona de 55m de comprimento com o rosto de Rajab ao lado de uma grande bandeira palestina e a mensagem "Libertem as crianças de Gaza".

"As crianças de Gaza não pedem piedade. Elas pedem seu direito de viver, de dormir sem medo, de brincar sem bombas, de crescer, apenas de crescer", disse a mãe de Hind, Wesam Hamada, de 29 anos, enquanto observava o içamento do retrato da filha.

"A voz de Hind Rajab não ficou no carro, ela atravessou fronteiras", disse a atriz jordaniana-canadense Saja Kilani, que interpretou uma socorrista do Crescente Vermelho Palestino no filme e participou do protesto na praia.

Questionado nesta semana sobre as mortes de Hind e seus parentes, o Exército israelense disse que o incidente continua sob investigação e se recusou a fazer mais comentários. As forças israelenses afirmam que nunca atacaram deliberadamente civis na guerra, acusando os militantes do Hamas de colocar suas vidas em risco ao usá-los como cobertura.

As Nações Unidas afirmaram que a situação humanitária em Gaza continua "grave" três meses após o cessar-fogo entre ‌Israel e o Hamas, adotado após uma guerra de dois anos que reduziu o território a escombros. As crianças estão entre as mais afetadas pela escassez de abrigos, alimentos e serviços básicos, incluindo cuidados de saúde, afirmam responsáveis pela ajuda humanitária.

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