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Reino Unido, EUA e Holanda divulgam alerta sobre spyware ligado ao Irã

15 set 2026 - 14h10
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Resumo
Reino Unido, Estados Unidos e Holanda emitiram um alerta conjunto acusando agentes ligados ao governo do Irã de usar o spyware "CHOSEN BRICK" para espionar ativistas, dissidentes e jornalistas. Disseminado via spear-phishing em aplicativos como WhatsApp e Telegram, o malware rouba mensagens, acessa microfones e grava telas para reprimir opositores políticos e vazar dados pessoais na internet.

Reino Unido, Estados Unidos ‌e Holanda divulgaram nesta terça-feira um comunicado conjunto sobre segurança cibernética detalhando um spyware que, segundo eles, é usado por agentes ligados ao Estado iraniano para atacar dissidentes, ativistas e jornalistas.

O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido (NCSC) ⁠afirmou que agentes cibernéticos ligados ao Estado iraniano utilizaram ‌uma família de spywares conhecida como "CHOSEN BRICK" para roubar emails, mensagens e outras informações confidenciais por meio de ‌campanhas de "spear-phishing" em plataformas de mensagens, ‌incluindo WhatsApp e Telegram.

"Os detalhes dessa campanha cibernética ⁠revelam como o Irã usa implacavelmente a vigilância digital na busca de seu objetivo de reprimir críticos do regime, roubando emails e mensagens e acessando dispositivos", afirmou Paul Chichester, diretor de operações do NCSC, em comunicado.

A embaixada ‌do Irã em Londres não respondeu imediatamente a um pedido ‌de comentário.

O malware, ⁠de acordo ⁠com o comunicado, pode coletar informações de listas de contatos, emails ⁠e contas de redes ‌sociais, capturar o conteúdo ‌da tela e acessar o microfone do dispositivo. O NCSC informou que os dados pessoais de algumas vítimas apareceram posteriormente em sites pró-iranianos dedicados a vazamentos.

Em ⁠comunicado, o FBI disse que o Ministério de Inteligência e Segurança do Irã (MOIS) estava usando o malware para "coletar informações, realizar vazamentos de dados e causar danos à reputação de seus alvos".

O ‌FBI se recusou a compartilhar detalhes adicionais sobre quantas pessoas foram alvo do malware ou onde elas estão localizadas.

O ⁠NCSC afirmou que os invasores frequentemente se passavam por contatos de confiança em aplicativos de mensagens e adaptavam sua abordagem a alvos individuais. Em alguns casos, segundo o órgão, eles usavam documentos falsos, incluindo resultados falsificados de exames de ressonância magnética, para persuadir as vítimas a baixarem o malware.

O NCSC, juntamente com o FBI e o serviço de inteligência AIVD da Holanda, afirmou que o Irã "quase certamente" utiliza operações cibernéticas para ajudar a reprimir pessoas que considera ameaças.

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