Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Reino Unido acusa homem por supostos crimes relacionados ao genocídio em Ruanda

21 set 2026 - 14h15
(atualizado às 14h45)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O Reino Unido acusou Vincent Brown, de 65 anos, de genocídio e crimes contra a humanidade pelo massacre de tutsis em Ruanda, em 1994. Trata-se da primeira acusação britânica ligada ao episódio histórico, que vitimou mais de 800 mil pessoas. Investigado desde 2019 a pedido do governo ruandês, Brown é apontado por incitar e coordenar assassinatos em Kigali. Preso preventivamente em Londres, ele será levado a julgamento, enquanto as autoridades britânicas mantêm investigações sobre outros seis suspeitos.

Um ruandês de ‌65 anos foi acusado de crimes relacionados ao genocídio, supostamente cometidos durante o massacre dos tutsis em Ruanda, em 1994, informaram promotores britânicos nesta segunda-feira.

Vincent Brown, anteriormente conhecido ⁠como Vincent Bajinya, foi acusado de um crime ‌de participação em genocídio e de seis crimes de participação em assassinatos ‌classificados como crimes contra a ‌humanidade.

A Equipe de Crimes de Guerra ⁠da Polícia Antiterrorismo do Reino Unido informou que Brown foi acusado de incentivar outras pessoas a matar tutsis em Kigali, em abril de 1994. A investigação teve início ‌em 2019, após um pedido do governo ‌ruandês, e ⁠envolveu anos ⁠de cooperação internacional, acrescentou a equipe.

Brown foi acusado de ⁠ter "dirigido e ‌incitado atos de ‌homicídio e genocídio cometidos por terceiros", informou a Procuradoria da Coroa (CPS, na sigla em inglês).

As acusações contra Brown foram as ⁠primeiras apresentadas no Reino Unido relacionadas ao genocídio ruandês, acrescentou a CPS.

Brown, que se encontra em prisão preventiva, deve comparecer à Corte de ‌Magistrados de Westminster, em Londres, na terça-feira.

A polícia informou que as investigações sobre outras ⁠seis pessoas continuam em andamento, incluindo dois homens presos em 2024 e 2026 sob suspeita de genocídio e crimes contra a humanidade, que permanecem em liberdade condicional.

Mais de 800 mil tutsis e hutus moderados foram mortos em 100 dias durante o genocídio de 1994, orquestrado pela maioria hutu no poder e meticulosamente executado por autoridades locais e cidadãos comuns.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra