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Rebeldes houthis voltam a atacar Arábia Saudita após Trump recusar plano do Irã para reabrir Ormuz

Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, realizaram neste sábado (26) novos ataques contra a Arábia Saudita — principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias.

26 set 2026 - 08h11
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Resumo
Rebeldes houthis atacaram alvos estratégicos na Arábia Saudita, incluindo Riade, após Donald Trump rejeitar um plano do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz mediante o fim das sanções e hostilidades regionais. A escalada consolida o Iêmen como nova frente de guerra no Oriente Médio, enquanto rebeldes bloqueiam rotas marítimas vitais. Apesar dos apelos sauditas e iemenitas, Washington não prometeu novo apoio militar e Trump já cogita retomar ataques diretos contra o Irã após as eleições de novembro.

Os insurgentes miraram em Riade e em Khamis Mushait, maior cidade do sudoeste da Arábia Saudita, que abriga uma importante base aérea. O ataque foi confirmado pela coalizão militar que combate os houthis, segundo a qual dois drones e dois mísseis balísticos foram interceptados.

Navios bloqueados no Estreito de Ormuz, nas proximidades do porto iraniano Bandar Abbas, em 7 de setembro de 2026.
Navios bloqueados no Estreito de Ormuz, nas proximidades do porto iraniano Bandar Abbas, em 7 de setembro de 2026.
Foto: AFP - ATTA KENARE / RFI

O Iêmen se tornou em setembro uma nova frente da guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro com ataques americanos e israelenses contra o Irã. Há poucoas semanas os rebeldes houthis lançaram uma ofensiva para o controle do estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, que liga a Europa à Ásia por meio do Canal de Suez.

Os insurgentes aliados de Teerã também impuseram um bloqueio à frota saudita e atacaram infraestruturas petrolíferas do reino, maior exportador mundial de petróleo bruto, além da capital, Riad, pela primeira vez em vários anos. Apesar da retaliação da Arábia Saudita e dos combates que continuam em campo entre as forças governamentais iemenitas e os houthis, as violências não deram trégua. 

Donald Trump conversou há alguns dias com o presidente do Conselho Presidencial do Iêmen, Rashad al-Alimi, mas não lhe prometeu apoio militar, segundo fontes próximas ao líder iemenita. De acordo com o jornal New York Times, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, também pediu apoio aos Estados Unidos para lutar contra os houthis. No entanto, até o momento, nenhuma ajuda foi anunciada da parte de Washington. 

Proposta iraniana é rejeitada por Trump

Na sexta-feira (25), Trump rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias. Citando fontes próximas ao líder republicano, o jornal Wall Street Journal afirma que Trump estaria cético quanto à capacidade de Teerã de atender às suas exigências. 

A proposta iraniana pedia a interrupção de todas as hostilidades no Oriente Médio por sete dias, incluindo no Líbano, onde Israel dá sequência a uma ofensiva contra o grupo Hezbollah. Também estaria prevista a liberação de ativos iranianos congelados, avaliados em pelo menos 12 bilhões de dólares (R$ 62 bilhões), assim como a suspensão das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval americano contra o Irã. No sétimo dia de trégua, o Irã reabriria o Estreito.

"A decisão cabe agora aos Estados Unidos. O Irã não admite coerção, ameaças ou intimidação. Não abrirá mão de seus direitos soberanos por pressão", indicou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Aragchi. 

No entanto, de acordo com o Wall Street Journal, o presidente americano está cogitando retomar os ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para novembro. Durante a última noite, Trump publicou em sua rede social, Truth Social, um mapa do estreito de Ormuz com a inscrição "Estreito Trump".

RFI com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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