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Quase 600 ex-dirigentes de segurança israelenses apelam a Trump para acabar com a guerra em Gaza

Cerca de 600 ex-dirigentes de segurança em Israel, entre os quais vários ex-chefes da Mossad — serviço secreto de inteligência de Israel, que atua fora do território israelense — e do Shin Bet — serviço de segurança interna —, assinaram nesta segunda-feira (4) uma carta direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o pedido para que o republicano pressione o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a acabar com a guerra em Gaza.

4 ago 2025 - 06h35
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Cerca de 600 ex-dirigentes de segurança em Israel, entre os quais vários ex-chefes da Mossad — serviço secreto de inteligência de Israel, que atua fora do território israelense — e do Shin Bet — serviço de segurança interna —, assinaram nesta segunda-feira (4) uma carta direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o pedido para que o republicano pressione o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a acabar com a guerra em Gaza.

Carta do movimento Comandantes pela Segurança de Israel (CIS), assinada por mais de 550 ex-dirigentes de segurança, foi divulgada nesta segunda-feira (4) com o pedido de que Donald Trump pressione Benjamin Netanyahu. (Montagem ilustrativa da RFI)
Carta do movimento Comandantes pela Segurança de Israel (CIS), assinada por mais de 550 ex-dirigentes de segurança, foi divulgada nesta segunda-feira (4) com o pedido de que Donald Trump pressione Benjamin Netanyahu. (Montagem ilustrativa da RFI)
Foto: © Piroschka Van De Wouw, Ronen Zvulun / Pool / AP / Montage RFI / RFI

"Parem a guerra em Gaza!", exorta a carta do movimento batizado como Comandantes pela Segurança de Israel (CIS), assinada por mais de 550 ex-chefes de espionagem, militares, policiais e diplomatas e divulgada na madrugada de domingo para segunda-feira.  

"Temos o dever de nos posicionar", alerta Ami Ayalon, ex-diretor do Shin Bet, o serviço de segurança interna, em um vídeo divulgado pelo movimento CIS que acompanha a publicação da carta. "Esta guerra deixou de ser uma guerra justa e está levando o Estado de Israel a perder sua identidade", declara.

Três ex-chefes da Mossad, o serviço de inteligência externa (Tamir Pardo, Efraim Halevy, Danny Yatom), cinco ex-dirigentes do Shin Bet (Nadav Argaman, Yoram Cohen, Ami Ayalon, Yaakov Peri, Carmi Gilon) e três ex-chefes do Estado-Maior (Ehud Barak, Moshe Bogie Yaalon, Dan Halutz) estão entre os signatários da carta e aparecem no vídeo dirigido a Trump.

"Em nome do CIS, o maior grupo israelense de ex-generais do exército, Mossad, Shin Bet, polícia e corpos diplomáticos equivalentes, nós o exortamos a pôr fim à guerra em Gaza. Você fez isso no Líbano. É hora de fazer o mesmo em Gaza", apelam ao presidente Trump.  

"Cada uma dessas pessoas participou das reuniões do gabinete, atuou nos círculos mais restritos e participou de todos os processos decisórios mais sensíveis e delicados", ressalta a narração do vídeo, transmitido pela rede X. Individualmente e "em conjunto, eles têm mais de mil anos de experiência em segurança nacional e diplomacia", destaca.

"Hamas não representa mais uma ameaça estratégica para Israel"

"As Forças de Defesa de Israel (Tsahal) já alcançaram há muito tempo os dois objetivos que eram possíveis de alcançar pela força: desmantelar as formações militares e o governo do Hamas", estimam os membros do CIS. "O terceiro, e mais importante, só pode ser alcançado por meio de um acordo: trazer todos os reféns de volta para casa", enfatizam. 

"Consideramos, como profissionais, que o Hamas não representa mais uma ameaça estratégica para Israel, e nossa experiência nos mostra que Israel tem tudo o que precisa para lidar com suas ameaças residuais de terror, à distância ou de outra forma", afirmam. 

"Perseguir os últimos altos responsáveis do Hamas pode ser feito mais tarde", mas os "reféns não podem esperar", insistem os ex-dirigentes.

"Sua credibilidade entre a maioria dos israelenses reforça sua capacidade de orientar o primeiro-ministro Netanyahu e seu governo na direção certa", acrescentam os signatários: "Acabar com a guerra, trazer de volta os reféns, acabar com o sofrimento e formar uma coalizão regional e internacional que ajude a Autoridade Palestina (após ser reformada) a oferecer aos habitantes de Gaza e a todos os palestinos uma alternativa ao Hamas e à sua ideologia perversa", conclui a mensagem. 

Crise humanitária e desnutrição em Gaza

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, solicitou no domingo (3) a ajuda do CICR (organização humanitária independente com sede na Suíça"), para fornecer "alimentos" e "tratamento médico" aos reféns israelenses na Faixa de Gaza, em meio a uma catástrofe humanitária. Em troca, o Hamas exigiu a abertura de "corredores humanitários".

Desde quinta-feira (31), a publicação pelo movimento islâmico palestino e seu aliado, a Jihad Islâmica, de três vídeos mostrando dois reféns israelenses muito debilitados reacendeu em Israel o debate sobre a necessidade de chegar a um acordo o mais rápido possível para libertar esses reféns, sequestrados durante o ataque sem precedentes do Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023.

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência na terça-feira (5) sobre a questão dos reféns em Gaza, anunciou o embaixador de Israel no domingo.

RFI com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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