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Primeiro-ministro palestino, Mohammad Shtayyeh, renuncia ao cargo

Ele é integrante do partido Autoridade Nacional Palestina e estava no cargo desde 2019; renúncia ainda deve ser aceita por Abbas

26 fev 2024 - 07h47
(atualizado às 08h23)
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Mohammad Shtayyeh
Mohammad Shtayyeh
Foto: Reuters/Mohammed Torokman

O primeiro-ministro palestino, Mohammad Shtayyeh, anunciou nesta segunda-feira, 26, a sua renúncia. Ele é integrante do partido Autoridade Nacional Palestina (ANP) e estava no cargo desde 2019.

Segundo Shtayyeh, ele está renunciando para permitir a formação de um amplo consenso entre os palestinos sobre os acordos políticos em decorrência da guerra de Israel contra o grupo islâmico Hamas em Gaza. "Apresentei a demissão ao líder [da ANP, Mahmud Abbas] em 20 de fevereiro e a submeto hoje por escrito", disse Shtayyeh.

Em uma declaração ao gabinete, Shtayyeh disse que a próxima etapa precisaria levar em conta a realidade em Gaza, que foi devastada por quase cinco meses de combates pesados, e "exigirá novos arranjos governamentais e políticos que levem em conta a realidade emergente na Faixa de Gaza, as negociações de unidade nacional e a necessidade urgente de um consenso interpalestino". Além disso, seria necessária "a extensão da Autoridade sobre todo o território da Palestina".

A medida ocorre em meio à crescente pressão dos Estados Unidos sobre o presidente Mahmoud Abbas para que ele dê uma guinada na Autoridade Palestina, à medida que os esforços internacionais se intensificam para acabar com os combates em Gaza e começar a trabalhar em uma estrutura política para governar o enclave após a guerra.

A renúncia ainda deve ser aceita por Abbas, que pode pedir que Shtayyeh permaneça como interino até que um substituto permanente seja nomeado.

Autoridade Palestina

A Autoridade Nacional Palestina, formada há 30 anos sob os acordos de paz provisórios de Oslo, exerce um governo limitado sobre partes da Cisjordânia ocupada, mas perdeu o poder em Gaza após uma luta com o Hamas em 2007.

Fatah, a facção que controla a ANP, e o Hamas têm se esforçado para chegar a um acordo sobre um governo de unidade e devem se reunir em Moscou na quarta-feira, 28.

Israel prometeu destruir o Hamas e diz que, por motivos de segurança, não aceitará o governo da Autoridade Palestina sobre Gaza após a guerra, que eclodiu depois de um ataque liderado pelo Hamas no sul de Israel em 7 de outubro, o qual matou cerca de 1.200 israelenses e estrangeiros, de acordo com os registros israelenses.

Até o momento, quase 30 mil palestinos foram mortos nos combates em Gaza, segundo autoridades de saúde palestinas, e quase toda a população foi expulsa de suas casas. *Com informações da Reuters.

Fonte: Redação Terra
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