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Primeiro-ministro do Reino Unido cita possibilidade de proibição das marchas pró-Palestina

2 mai 2026 - 15h35
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O primeiro-ministro britânico, Keir ‌Starmer, disse que o governo poderia proibir as marchas pró-Palestina em algumas circunstâncias, devido ao "efeito cumulativo" que as manifestações tiveram sobre a comunidade judaica, depois que dois homens judeus foram esfaqueados em Londres na quarta-feira.

Starmer disse ⁠à BBC que sempre defenderia a liberdade de expressão ‌e os protestos pacíficos, mas que cantos como "Globalize a Intifada", durante as manifestações, estavam "completamente fora dos limites". ‌Segundo ele, quem proferir cantos assim ‌deve ser processado.

As marchas pró-Palestina se tornaram ⁠regulares em Londres desde o ataque do Hamas a Israel, em outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. Os críticos dizem que as manifestações geraram hostilidade e se tornaram um foco de antissemitismo.

Os manifestantes ‌argumentam que estão exercendo seu direito democrático de destacar os ‌direitos humanos e ⁠as questões ⁠políticas relacionadas à situação em Gaza.

Starmer disse que não estava negando ⁠que havia "opiniões legítimas ‌muito fortes sobre o ‌Oriente Médio, sobre Gaza", mas muitas pessoas da comunidade judaica lhe disseram que estavam preocupadas com a natureza repetitiva das marchas.

Perguntado se a resposta mais ⁠dura deveria se concentrar em cantos e faixas ou se os protestos deveriam ser totalmente interrompidos, Starmer disse: "Acho que certamente a primeira opção, e acho que há casos para a ‌segunda."

"Acho que é hora de analisar os protestos de forma geral e o efeito cumulativo", disse ele, acrescentando ⁠que o governo precisava analisar quais outras medidas poderia tomar.

O Reino Unido elevou seu nível de ameaça de terrorismo para "grave" na quinta-feira, em meio a preocupações crescentes com a segurança.

"Estamos vendo uma ameaça elevada a indivíduos e instituições judaicas e israelenses no Reino Unido", disse o chefe do policiamento antiterrorismo, Laurence Taylor, em um comunicado. Ele acrescentou que a polícia também estava trabalhando "contra uma situação global imprevisível que tem consequências mais próximas de casa, incluindo ameaças físicas por atores ligados ao Estado".

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