Primárias da Flórida e do Alasca oferecem primeiros indícios da disputa pelo controle do Congresso
Os eleitores da Flórida e do Alasca foram às urnas nesta terça-feira para as eleições primárias, que podem dar pistas sobre qual partido assumirá o controle da Câmara dos Deputados e do Senado nas eleições de meio de mandato de novembro.
A incomum primária para o Senado do Alasca, em particular, pode servir como uma prévia das disputas mais acirradas pelo Senado, já que o senador republicano em exercício, Dan S. Sullivan, e a candidata democrata Mary Peltola estarão na mesma cédula apartidária. Os democratas precisam conquistar pelo menos quatro cadeiras dos republicanos para obter o controle da Casa de 100 cadeiras, e analistas consideram o Alasca uma de suas melhores oportunidades.
Sullivan também precisa enfrentar outro candidato republicano com o mesmo nome, que permanece na cédula eleitoral apesar das tentativas de tirá-lo da disputa. O Departamento de Justiça dos EUA está investigando se Dan J. Sullivan, um professor aposentado, entrou na disputa para confundir os eleitores e roubar votos do titular, de acordo com uma fonte a par da investigação. Ele afirmou a outros veículos de comunicação que esse não é seu objetivo.
A eleição primária da Flórida, por outro lado, provavelmente reforçará as chances dos republicanos de manter o controle da Câmara, já que será a primeira eleição desde que o Estado aprovou um novo mapa distrital que deve render a eles até quatro cadeiras.
NOVO MAPA DA FLÓRIDA
O novo mapa da Flórida, aprovado pela Legislatura controlada pelos republicanos, pode deixar o Estado com uma representação na Câmara composta por 24 republicanos e apenas quatro democratas, em um Estado onde o presidente republicano Donald Trump venceu por 13 pontos percentuais em 2024. Os Estados costumam redefinir seus mapas eleitorais para o Congresso apenas no início de cada década, para refletir os resultados do censo. Mas vários deles redefiniram seus distritos eleitorais no último ano, a pedido de Trump, para consolidar a maioria republicana, levando alguns Estados liderados por democratas a redefinir seus próprios mapas em resposta.
A reorganização forçou alguns democratas em exercício a lutarem por uma nova posição.
A deputada Debbie Wasserman Schultz, uma democrata eleita pela primeira vez para o Congresso em 2004, está concorrendo a uma nova vaga no 20º distrito eleitoral da Flórida, com sede no condado de Broward, depois que sua circunscrição atual foi redesenhada para favorecer os republicanos.
Ela tem enfrentado algumas críticas por concorrer nesse distrito historicamente negro por parte de ativistas que já estão preocupados com a perda da representação negra no Congresso, após uma decisão da Suprema Corte que enfraqueceu uma lei histórica de direitos civis.
Ela enfrenta vários candidatos negros, incluindo o rapper Luther "Uncle Luke" Campbell, que ganhou fama com o sucesso de 1989 "Me So Horny", e a ex-deputada Sheila Cherfilus-McCormick, que enfrenta acusações criminais de roubar US$5 milhões em fundos de ajuda a desastres. Cherfilus-McCormick, que negou qualquer irregularidade, renunciou ao Congresso em abril, antes de uma possível expulsão.
Outro democrata em exercício, o deputado Jared Moskowitz, também foi forçado a concorrer a uma nova cadeira. Oliver Larkin, um ativista político apoiado pelo grupo de esquerda Socialistas Democráticos da América, também está concorrendo à indicação do partido para o 25º distrito congressional, que se estende ao longo da costa atlântica, de Miami Beach a Delray Beach. A disputa nas primárias republicanas conta com cinco candidatos, incluindo o ex-prefeito de Boca Raton, Scott Singer.
Em outras partes do Estado, sete republicanos, incluindo o empresário Michael Carbonara e a executiva universitária Belinda Keiser, estão concorrendo à indicação do partido no 22º distrito, que foi redesenhado para favorecer seu partido. Duas candidatas, Pia Dandiya e Kaysia Earley, estão concorrendo à indicação democrata.
Na região de Tampa Bay, oito candidatos republicanos disputam o direito de enfrentar a deputada democrata Kathy Castor, cujo 14º distrito também foi redesenhado com uma inclinação republicana.
CONFRONTO NO NORTE
Na disputa pelo Senado do Alasca, algumas pesquisas de opinião mostram a candidata democrata Peltola, uma moderada que anteriormente ocupava a única cadeira do Estado na Câmara, à frente de Sullivan — um resultado incomum para um Estado que normalmente apoia candidatos republicanos.
Os quatro candidatos mais votados nas primárias apartidárias avançam para a eleição de novembro, o que poderia causar mais dores de cabeça para o senador Dan S. Sullivan caso o adversário Dan J. Sullivan consiga se classificar. Peltola também deve se beneficiar do sistema de votação por ordem de preferência do Estado, que poderia permitir que ela consolidasse o apoio entre os independentes.
Na Câmara dos Deputados, o deputado republicano Nick Begich 3º, atual titular do cargo, enfrenta o desafio do ex-administrador escolar Bill Hill, que está registrado como independente, mas já fez doações a candidatos democratas no passado. Outros 13 candidatos também estão na cédula eleitoral.
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