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Presidente do México diz que nenhum interesse pessoal está acima do interesse nacional, após o retorno do governador

22 ago 2026 - 15h06
(atualizado às 15h55)
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Resumo
A presidente do México criticou a ambição pelo poder e afirmou que nenhum interesse pessoal supera o nacional, após o governador de Sinaloa, Rubén Rocha, reassumir o cargo. Rocha é acusado pelos EUA de conspirar com o Cartel de Sinaloa no tráfico de medicamentos em troca de propina e apoio político. Ele nega os crimes e diz ser alvo de perseguição política. O caso amplia as tensões diplomáticas com Washington e gera atritos internos no partido governista Morena.

A presidente do ‌México afirmou neste sábado que nenhum interesse pessoal pode estar acima do interesse do país e criticou a "ambição descarada" pelo poder de alguns servidores públicos, um dia depois de o governador do Estado de Sinaloa ter reassumido o cargo após ser acusado ⁠de tráfico de medicamentos pelos Estados Unidos.

A posição da chefe de ‌Estado, que até então não havia se pronunciado sobre a ação do governador Rubén Rocha, membro do partido governista Morena, ‌está em consonância com a expressa na ‌véspera tanto pela coalizão governista quanto pela Secretaria de ⁠Governo (Ministério do Interior).

"Nenhum interesse pessoal pode, jamais, estar acima dos interesses do povo e da Nação. E muito menos quando o que se pretende colocar acima do México não é o bem-estar de seu povo, mas a ambição descarada pelo poder em si", ‌afirmou Sheinbaum em sua conta no X.

"O México merece servidores públicos ‌que compreendam que os ⁠cargos são passageiros, ⁠mas a responsabilidade perante a nação é eterna", acrescentou.

A decisão de Rocha, ⁠de 77 anos, ameaça aprofundar ‌as tensões entre o ‌México e os Estados Unidos, e possivelmente até mesmo dentro do Morena. Rocha, que negou ter cometido qualquer crime, disse que voltava "com a testa limpa e erguida".

Em abril, promotores norte-americanos ⁠acusaram Rocha e outros nove funcionários atuais e ex-funcionários de conspirar com uma facção do Cartel de Sinaloa conhecida como Los Chapitos, ajudando-a a traficar medicamentos para os Estados Unidos em troca de apoio político e subornos.

A ‌medida de Washington marcou uma rara ampliação das ações contra os cartéis para além dos chefes do tráfico, ao incluir um ⁠político mexicano de alto escalão no exercício de suas funções. Rocha descreveu o processo nos Estados Unidos como um ataque motivado politicamente contra o movimento de Sheinbaum.

O governo mexicano havia declarado anteriormente que Washington não havia apresentado provas suficientes para justificar a prisão ou a extradição do governador, embora seu governo tenha aberto sua própria investigação.

A Reuters informou no ano passado que Washington havia revogado os vistos de pelo menos 50 políticos e funcionários mexicanos, em meio à ofensiva do governo de Donald Trump contra os cartéis de medicamentos e seus supostos aliados políticos.

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