Presidente da Itália condena violência 'inaceitável' contra polícia
Declaração chega na esteira de confrontos em manifestações estudantis
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, condenou a violência contra policiais após confrontos em protestos contra o custo de vida, que deixaram 14 agentes feridos e 32 detidos em Milão. Diante da onda de insatisfação popular e da alta inflação, a premiê Giorgia Meloni prepara um decreto para endurecer a segurança pública e conter desordens de rua, prevendo medidas como a prisão preventiva de até 24 horas para indivíduos que ameacem a ordem em atos públicos.
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, condenou nesta segunda-feira (19) episódios de violência "inaceitáveis" contra as forças de segurança, na esteira dos confrontos entre manifestantes e policiais durante protestos contra o aumento do custo de vida no país.
As declarações foram dadas durante a Assembleia Nacional das Províncias da Itália, em Assis, quando o chefe de Estado destacou a importância do papel da polícia para garantir a "segurança" em municípios e vilarejos.
"Qualquer forma de violência é inaceitável. Minha plena solidariedade vai para as forças de ordem", disse o presidente da República. Ele também defendeu a necessidade de desenvolver um "sistema de monitoramento cuidadoso, capaz de combater violências que parecem explodir de modo inesperado e com sujeitos inéditos".
Sergio Mattarella durante evento em Assis, no centro da ItáliaO último fim de semana foi marcado por confrontos em manifestações estudantis na Itália, em meio a uma onda de insatisfação que vem tomando conta de diversas capitais europeias.
Apenas em Milão, pelo menos 14 agentes ficaram feridos, e 32 pessoas foram presas, incluindo 23 menores de idade e 13 estrangeiros. Os protestos reivindicaram mais investimentos em educação, menos recursos para compra de armamentos e ações para combater a disparada do custo de vida, enquanto a Itália registra a inflação mais alta dos últimos três anos.
A premiê Giorgia Meloni presidiu nesta segunda uma reunião sobre segurança pública com ministros da área e comandantes das forças de ordem e dos serviços de inteligência, e o governo deve aprovar um decreto nesta terça (20) para coibir desordens em protestos de rua.
Entre as medidas cogitadas estão a prisão preventiva por até 24 horas de pessoas que representem risco de violência em manifestações.
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