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Presidente da Coreia do Sul quer retomar dos EUA comando de tropas em tempos de guerra

27 mar 2026 - 10h57
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O presidente ‌da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, afirmou nesta sexta-feira que o país buscará retomar o controle operacional em tempos de guerra, hoje nas mãos dos EUA, o mais brevemente possível, ressaltando a necessidade de maior autossuficiência militar.

Em uma reunião com líderes militares ⁠no Ministério da Defesa, Lee também afirmou que o governo buscará reformas ‌militares, como a implementação do recrutamento seletivo, para melhor refletir as realidades demográficas e de segurança.

Lee citou as guerras na ‌Ucrânia e no Oriente Médio, bem como ‌a tensão na península coreana, afirmando que a principal responsabilidade ⁠das forças armadas era se manter pronta para responder a provocações da Coreia do Norte.

"A aliança inabalável entre a Coreia do Sul e os EUA é um pilar essencial para a paz e a estabilidade na península, mas a dependência excessiva não é desejável", ‌disse.

"A transferência do controle operacional em tempos de guerra será realizada ‌com rapidez."

Atualmente, os EUA ⁠comandariam as tropas ⁠aliadas em caso de guerra na península coreana, mas sucessivos governos sul-coreanos ⁠têm buscado retomar o controle ‌das operações em tempos de ‌guerra.

O governo de Lee sinalizou que pretende finalizar o processo durante seu mandato, que vai até 2030, assim que a Coreia do Sul cumprir um conjunto de condições de capacidade ⁠militar acordadas com os EUA.

Ele afirmou ainda que as forças armadas da Coreia do Sul devem estar preparadas para assumir um papel de liderança na defesa da península, citando uma mudança para um "exército mais inteligente e forte", equipado ‌para lidar com os futuros campos de batalha moldados por tecnologia avançada.

As forças armadas são compostas em grande parte por recrutas, ⁠sendo que a maioria dos homens é obrigada a servir por cerca de 18 meses. Isso reflete a situação do país, que formalmente ainda está em guerra com a Coreia do Norte, na ausência de um tratado de paz após o armistício de 1953.

O recrutamento seletivo foi um tema recorrente nas campanhas presidenciais de Lee, durante as quais ele prometeu manter o serviço obrigatório, mas permitir que os recrutas elegíveis optassem pelo serviço voluntário ou por caminhos alternativos, além de ajustar os termos de serviço para lidar com a redução da força militar da Coreia do Sul, causada pelas mudanças demográficas.

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