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Preparativos de Taiwan para enfrentar um ataque chinês não são provocação, diz autoridade de alto escalão

7 jul 2026 - 09h07
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Os preparativos de Taiwan para lidar com ‌um possível ataque da China não constituem uma provocação, e a população da ilha precisa levar a ameaça a sério e se preparar desde já, afirmou nesta terça-feira uma autoridade de alto escalão da segurança de Taiwan.

A China considera Taiwan, governada democraticamente, como parte de seu próprio território e ⁠nunca renunciou ao uso da força para colocá-la sob o controle de ‌Pequim, enviando diariamente suas forças militares aos céus e às águas ao redor da ilha.

O governo de Taiwan, que rejeita as reivindicações de soberania ‌de Pequim, vem aumentando os gastos militares e ‌realizando regularmente exercícios de defesa civil no âmbito do que o ⁠presidente taiwanês, Lai Ching-te, denomina de esforços de resiliência de toda a sociedade.

Em discurso durante um fórum em Taipé, Lin Fei-fan, secretário-geral adjunto do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, responsável pelo programa de resiliência, afirmou que os enormes gastos da China com defesa e sua pressão militar contínua ‌na região representam ameaças reais.

"As pessoas costumam retratar os preparativos de Taiwan como ‌uma provocação ao outro ⁠lado", disse ele.

"Quero ⁠aproveitar esta oportunidade para dizer a todos: todos os preparativos da China têm um ⁠objetivo claro — agressão militar e expansão ‌externa."

O Escritório de Assuntos de ‌Taiwan da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A China costuma culpar Lai pelas tensões e o chama de "separatista". Afirma que suas ações militares visam proteger a soberania e a segurança ⁠chinesas.

Lin disse que as ações de Pequim são o oposto das de Taipé.

"Um país que defende que 'os dois lados do estreito são uma família' não precisa realizar testes de lançamento de mísseis e foguetes no Estreito de Taiwan", acrescentou ele.

"Hoje, Taiwan não envia ‌nem uma única aeronave ou navio de guerra para invadir o espaço aéreo ou as águas do outro lado. Quem está provocando a ordem ⁠regional não é ninguém mais — é a China."

Lin afirmou que, diante do perigo representado, os esforços do governo para preparar a população para um conflito são vitais, e disse que é errado observar o que está acontecendo com a guerra na Ucrânia e pensar que isso não poderia acontecer em Taiwan.

"Se não agirmos hoje, a força não surgirá repentinamente amanhã", acrescentou ele. "Se não realizarmos exercícios hoje, quando uma crise chegar, talvez nem sequer conheçamos o procedimento operacional padrão mais básico."

Haveria paz imediata se a China desistisse de suas ambições militares em relação a Taiwan, disse Lin.

"Mas se Taiwan abrir mão agora de sua capacidade de se defender, não haverá mais um Taiwan no mundo."

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