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Premiê diz que Reino Unido deve avaliar opções em relação à UE após Brexit, incluindo volta ao bloco

30 set 2026 - 10h02
(atualizado às 10h59)
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Resumo
O premiê britânico Andy Burnham defendeu que o Reino Unido reavalie sua relação com a União Europeia, incluindo a volta ao bloco, ao mercado único ou à união aduaneira, alegando que o Brexit gerou prejuízos econômicos. Apesar de manter as promessas eleitorais de 2024 de ficar fora da UE, ele pretende apresentar opções ao país em uma cúpula adiada para novembro, embora qualquer mudança formal dependa da eleição de 2029 e enfrente desafios como a adesão ao euro e a aceitação dos líderes europeus.

O primeiro-ministro do ‌Reino Unido, Andy Burnham, disse nesta quarta-feira que o país deveria considerar opções para sua relação futura com a União Europeia, incluindo o retorno ao bloco, reforçando sua mensagem de que o Brexit "trouxe mais prejuízos do que benefícios".

Na conferência anual do Partido Trabalhista, na terça-feira, Burnham — que fez campanha pela permanência na UE no ⁠referendo de 2016 sobre a saída da UE — argumentou que o país deveria reconsiderar ‌as opções para "a relação de longo prazo do Reino Unido com nossos parceiros europeus".

Ele afirmou que a saída do Reino Unido do bloco não cumpriu a ‌promessa de "recuperar o controle" e, em vez disso, ‌enfraqueceu o país, especialmente na economia e no enfrentamento dos altos níveis ⁠de imigração.

Em entrevista à BBC, Burnham reiterou que o Reino Unido deveria considerar várias opções para um relacionamento futuro, incluindo não apenas a adesão plena, mas também o retorno ao mercado único da UE ou a uma união aduaneira — reacendendo um debate polêmico que vem dividindo o país nos últimos 10 anos. 

"Podemos permanecer como estamos. ‌Essa é definitivamente uma opção, se as pessoas acharem que este é o lugar ‌certo para ficarmos", disse Burnham, ⁠enumerando certas opções, ⁠incluindo a de "ir até o fim".

Não está claro como Burnham irá sondar a opinião pública sobre ⁠a UE, mas ele afirmou em seu ‌discurso que "aproveitaria a oportunidade em ‌torno da cúpula para expor a vocês, para expor ao país, quais acredito que sejam as diferentes opções".

Uma cúpula entre a UE e o Reino Unido foi adiada de 22 de julho após a renúncia de Keir ⁠Starmer ao cargo de primeiro-ministro, e agora poderia ocorrer em novembro, embora qualquer medida formal tenha que esperar até a próxima eleição, prevista para meados de 2029.

Os londrinos com quem a Reuters conversou durante o trajeto matinal para o trabalho apoiaram amplamente uma iniciativa para voltar a ‌integrar o bloco, embora existam dúvidas.

"Estou meio que aberto a nos aproximarmos da Europa, mas não tenho certeza se o país precisa de outro debate sobre o ⁠Brexit do zero", disse o atuário Roy Taylor, de 59 anos.

Burnham disse que as opções devem ser avaliadas com base no "que é viável" e nas vantagens e desvantagens de cada uma.

Ele afirmou que se manterá fiel às promessas de governo feitas por Starmer na última eleição de 2024, que incluíam a promessa de "permanecer fora da UE" e não retornar ao mercado único, à união aduaneira ou à livre circulação.

Outra questão seria se a UE estaria disposta a oferecer ao Reino Unido o reingresso em termos que Burnham pudesse considerar favoráveis.

Pesquisas mostram que a maioria dos britânicos apoiaria a adesão à UE, mas esse apoio costuma diminuir quando se levam em conta requisitos como a contribuição para os orçamentos e a adoção do euro.

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