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Premiê da Groenlândia reage a Trump após nova ameaça de anexação

Nielsen exigiu respeito ao direito internacional; Itália pediu posicionamento claro da UE

7 jan 2026 - 09h22
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O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, reagiu com firmeza nesta segunda-feira (5) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a sugerir a anexação do território autônomo ligado à Dinamarca.

Trump fez ameaça na esteira de ataque contra Venezuela
Trump fez ameaça na esteira de ataque contra Venezuela
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Já chega! Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo e à discussão, mas isso deve ocorrer pelos canais apropriados e em conformidade com o direito internacional", enfatizou o chefe do governo groenlandês em mensagem publicada no Facebook.

A declaração foi dada após Trump voltar a defender que a ilha ártica, considerada estratégica por suas riquezas naturais, deveria fazer parte do território norte-americano.

A nova ameaça do republicano foi feita logo depois de os Estados Unidos lançarem um ataque militar contra a Venezuela e capturar o presidente Nicolás Maduro.

Em meio à polêmica, a resposta do líder groenlandês recebeu amplo apoio internacional. Na Itália, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, defendeu que a União Europeia se posicione de forma clara para garantir a independência da Groenlândia, afirmando que o episódio reforça a necessidade de uma "defesa europeia mais integrada em um contexto internacional em constante mudança".

Na sequência, a União Europeia reiterou que defende os princípios da soberania e da integridade territorial consagrados na Carta da ONU, expressando solidariedade tanto com a Groenlândia quanto com a Dinamarca.

Porta-vozes da Comissão Europeia enfatizaram que a Groenlândia é um território autônomo e que qualquer mudança em seu status cabe exclusivamente aos groenlandeses e ao governo dinamarquês.

"A Groenlândia não é uma propriedade que possa ser comprada", afirmou a porta-voz da Comissão, Paula Pinho, acrescentando que não há qualquer discussão em curso entre a UE e os Estados Unidos sobre a posse da ilha.

Segundo ela, a ilha "tem sua própria autonomia" e "cada país pode ser muito interessante em muitos aspectos, mas isso não deve despertar nenhum interesse além, por exemplo, de interesses comerciais, interesses de investimento ou qualquer outra coisa além disso".

Por fim, Bruxelas destacou que a Dinamarca é aliada dos EUA no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que torna inapropriadas comparações com outros cenários internacionais.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer declarou apoio explícito à Dinamarca, distanciando-se das ameaças de Trump.

"Cabe à Groenlândia e ao Reino da Dinamarca decidir o seu futuro", disse ele, ressaltando a importância de respeitar a autonomia do território e a aliança entre países europeus.

A França também manifestou solidariedade a Copenhague. "As fronteiras não podem ser alteradas à força", afirmou o porta-voz diplomático francês, Pascal Confavreux, após Trump alegar que os Estados Unidos "precisam da Groenlândia para a segurança nacional" e que "a Dinamarca não será capaz de cuidar dela". 

Ansa - Brasil
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