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Premiê britânico descarta participar de guerra mais ampla no Irã e diz que reabrir Estreito de Ormuz não será fácil

16 mar 2026 - 09h29
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O ‌primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse na segunda-feira que o Reino Unido não se envolverá em uma guerra mais ampla no Irã, mas trabalhará com aliados em um "plano coletivo viável" para reabrir o importante Estreito de Ormuz, embora tenha reconhecido que essa não seria ⁠uma tarefa simples.

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente ‌Starmer por não ter apoiado inicialmente os ataques israelenses e norte-americanos contra Teerã e disse no fim de semana que ‌Reino Unido, China, França, Japão e Coreia ‌do Sul deveriam enviar navios de guerra à região ⁠para reabrir a hidrovia.

Starmer disse em uma coletiva de imprensa que a reabertura do estreito é a única maneira de estabilizar os mercados de energia e que ele estava conversando com aliados na Europa, no Golfo e nos EUA sobre um plano ‌para garantir a liberdade de navegação. Ele afirmou que não seria ‌uma missão liderada pela ⁠Otan.

O premiê também ⁠definiu o primeiro apoio financeiro para as famílias britânicas como resultado do ⁠conflito, um pacote de 53 ‌milhões de libras (US$70,30 milhões) ‌para os mais vulneráveis que dependem de combustível para aquecimento depois que seu custo aumentou devido ao conflito.

"Em última análise, temos que reabrir o Estreito de Ormuz para garantir ⁠a estabilidade do mercado (de petróleo). Essa não é uma tarefa simples", disse Starmer aos repórteres.

"Portanto, estamos trabalhando com todos os nossos aliados, inclusive nossos parceiros europeus, para elaborar um plano coletivo viável que possa restaurar a ‌liberdade de navegação na região o mais rápido possível e aliviar o impacto econômico."

Cerca de um quinto do petróleo global e ⁠do gás natural liquefeito normalmente passa pelo estreito, uma passagem estreita de água entre Irã e Omã. O fechamento efetivo do estreito por Teerã fez com que os preços do petróleo subissem para mais de US$100 por barril.

Starmer disse que, embora o Reino Unido esteja "tomando as medidas necessárias para defender a nós mesmos e a nossos aliados, não seremos arrastados para uma guerra mais ampla".

Questionado sobre qual seria a contribuição do Reino Unido após ter trazido de volta, neste mês, seu último caça-minas da região, ele reiterou que o país já possuía sistemas autônomos de detecção de minas na área.

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