Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Plano de Israel para ocupar Cidade de Gaza representa nova ameaça regional e global, diz Autoridade Palestina

O plano de Israel para assumir o controle da Cidade de Gaza representa uma nova "escalada" que ameaça a "estabilidade regional", acusou neste sábado (9) a Autoridade Palestina. Após 22 meses de guerra na Faixa de Gaza, o governo israelense anunciou um plano para controlar a cidade de Gaza, no norte do território palestino.

9 ago 2025 - 16h00
Compartilhar
Exibir comentários

O plano de Israel para assumir o controle da Cidade de Gaza representa uma nova "escalada" que ameaça a "estabilidade regional", acusou neste sábado (9) a Autoridade Palestina. Após 22 meses de guerra na Faixa de Gaza, o governo israelense anunciou um plano para controlar a cidade de Gaza, no norte do território palestino. 

Palestinos correm para coletar recuperar ajuda humanitária na Faixa de Gaza
Palestinos correm para coletar recuperar ajuda humanitária na Faixa de Gaza
Foto: AP - Jehad Alshrafi / RFI

"As políticas de Israel, incluindo a reocupação de Gaza, as tentativas de anexação da Cisjordânia e a judaização de Jerusalém, fecharão todas as portas para a segurança e a estabilidade, tanto em nível regional quanto global", afirmou em comunicado o porta-voz da presidência palestina, Nabil Abou Roudeina. 

Ele também condenou "o desprezo de Israel pelas críticas internacionais e pelos alertas das potências mundiais sobre a escalada da guerra contra o povo palestino", e considerou essas ações como "um desafio sem precedentes e uma provocação à vontade internacional de alcançar a paz". 

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, denunciou o plano como "mais um crime que se soma à série de crimes israelenses cometidos na Cisjordânia, inclusive em Jerusalém", e destacou "a necessidade urgente de medidas para pôr fim imediato a essas ações", segundo a agência palestina Wafa. 

Abbas afirmou que a liderança palestina continuará seus esforços políticos em todas as instâncias, incluindo o Conselho de Segurança da ONU, a Liga Árabe e a Organização para a Cooperação Islâmica, com o objetivo de reunir apoio internacional e regional contra os planos israelenses. 

O presidente também enfatizou "a necessidade de um cessar-fogo imediato e permanente, da libertação de reféns e prisioneiros, e da entrada de ajuda humanitária" na Faixa de Gaza. 

A Autoridade Palestina é o governo civil que administra a Cisjordânia ocupada por Israel, onde vivem cerca de três milhões de palestinos e aproximadamente meio milhão de israelenses em assentamentos considerados ilegais pelo direito internacional. A Faixa de Gaza é controlada pelo movimento islâmico Hamas desde 2007. 

Indignação internacional

O anúncio do plano israelense gerou indignação internacional. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu neste sábado em caráter de urgência para discutir o tema. 

Além do desarmamento do Hamas e do retorno de "todos os reféns, vivos ou mortos" ainda em poder do grupo, o plano israelense prevê a tomada de controle e a desmilitarização da Faixa de Gaza, antes da criação de uma "administração civil", que excluirá o Hamas e a Autoridade Palestina, segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. 

Netanyahu enfrenta forte pressão interna e externa para encerrar a ofensiva em Gaza. 

Em uma declaração conjunta divulgada neste sábado, os ministros das Relações Exteriores da Itália, Austrália, Alemanha, Nova Zelândia e Reino Unido rejeitaram a decisão israelense. 

"Isso agravará a já catastrófica situação humanitária, colocará em risco a vida dos reféns e aumentará o risco de um êxodo massivo de civis", afirmaram os países. A Rússia também condenou o plano israelense, alertando que a iniciativa pode piorar ainda mais a "catástrofe humanitária" em curso no território palestino.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade