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Papa reforça que Igreja condena antissemitismo

Leão XIV frisou combate ao ódio e à discriminação em todas as formas

22 out 2026 - 12h21
(atualizado às 12h30)
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Resumo
Em encontro com o Comitê Judeu Americano no Vaticano, pelos 60 anos da declaração "Nostra Aetate", o papa Leão XIV reiterou que a Igreja Católica condena e combate firmemente o antissemitismo com base no Evangelho. O pontífice ressaltou o valor do diálogo inter-religioso e a rejeição a todas as formas de ódio, discriminação e preconceito, defendendo a fraternidade, a justiça e a proteção da dignidade humana como caminhos fundamentais para a construção de uma sociedade pacífica.

O papa Leão XIV reforçou nesta quinta-feira (22) que a Igreja Católica condena o antissemitismo.

Leão XIV recebeu representantes do Comitê Judeu Americano nesta quinta
Leão XIV recebeu representantes do Comitê Judeu Americano nesta quinta
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração foi feita durante um encontro com membros do Comitê Judeu Americano no Vaticano, para os quais o pontífice também frisou a importância do diálogo entre religiões.

"A Igreja não tolera o antissemitismo, e o combate valendo-se do próprio Evangelho", declarou Robert Prevost em ocasião do 60º aniversário da Declaração conciliar "Nostra Aetate", a respeito das relações entre o catolicismo e as religiões não cristãs.

"Enraizada em nossa herança espiritual comum, esta amizade também nos convoca a defender a dignidade humana, servir aos pobres, proteger a liberdade religiosa e promover a justiça e a paz", disse ainda o Papa, antes de acrescentar: "Um elemento essencial desse compromisso é a rejeição de todas as formas de ódio e discriminação, sejam elas de natureza religiosa ou étnica".

Leão XIV também reforçou que "as divergências de opinião, por mais profundas que sejam, jamais devem conduzir ao preconceito ou à hostilidade, que acabam por minar os fundamentos morais da sociedade".

"O testemunho da nossa fraternidade, que espero possamos manifestar por meio de gestos concretos, certamente contribuirá para a construção de um mundo mais pacífico, um desejo que todos os homens e mulheres de boa vontade trazem em seus corações", concluiu o líder católico. 

Ansa - Brasil
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