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Itália prende 8 em inquérito sobre infiltração da máfia em obras pós-terremoto

Investigação também apura suspeita de corrupção na região de Marcas

22 out 2026 - 12h55
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Resumo
A polícia da Itália prendeu oito pessoas e apreendeu 57 milhões de euros em uma operação contra corrupção e infiltração mafiosa nas obras de reconstrução após o terremoto de 2016. A investigação apura o desvio de recursos públicos da região de Marcas para empresas ligadas às máfias 'ndrangheta e Camorra. Entre os detidos estão Fabio Pistarelli, ex-chefe de gabinete do governador regional, acusado de corrupção, e o construtor Enrico Crucianelli, investigado por associação mafiosa.

A polícia da Itália prendeu nesta quinta-feira (22) oito pessoas no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de corrupção e infiltração mafiosa nas obras de reconstrução após um terremoto que atingiu o centro do país em 2016.

    A operação foi deflagrada pela Guarda de Finanças, espécie de Polícia Federal italiana, e apreendeu bens avaliados em mais de 57 milhões de euros (R$ 322 milhões) na província de Ancona, na costa adriática da península. Ao todo, 51 suspeitos estão sob investigação.

    Em nota, a polícia disse ter descoberto um "esquema ilegal" para utilizar recursos públicos da região de Marcas e de outras instituições em obras privadas de reconstrução após o terremoto de 2016. Esses projetos também teriam subcontratado empresas ligadas ao crime organizado da Calábria e da Campânia, regiões onde nasceram, respectivamente, as máfias 'ndrangheta e Camorra.

    Entre os presos está o advogado Fabio Pistarelli, ex-chefe de gabinete do governador de Marcas, Francesco Acquaroli, do partido Irmãos da Itália (FdI), o mesmo da premiê Giorgia Meloni. Pistarelli é acusado de corrupção na concessão de contratos públicos. Também foi detido o construtor Enrico Crucianelli, que responderá por associação externa de tipo mafioso.

    O terremoto de 30 de outubro de 2016, de magnitude 6.5, foi o mais forte a atingir a Itália em 30 anos e provocou danos em diversas zonas da província de Ancona, mas sem deixar mortos. O tremor se deu no âmbito da sequência sísmica deflagrada por um abalo de 6.4 em Amatrice, que matou 299 pessoas em 24 de agosto daquele ano. .

Ansa - Brasil
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