Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Papa pede para Hezbollah entregar armas e buscar diálogo

Leão XIV também defendeu trabalho da Igreja nos bastidores

2 dez 2025 - 13h57
(atualizado às 14h10)
Compartilhar

O papa Leão XIV pediu nesta terça-feira (2) que o grupo xiita libanês Hezbollah deponha as armas, em meio às pressões de Israel e dos Estados Unidos pela desmilitarização do movimento.

Papa Leão XIV durante visita ao Líbano
Papa Leão XIV durante visita ao Líbano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Durante seu voo de retorno a Roma após uma viagem apostólica pela Turquia e pelo Líbano, o pontífice americano foi questionado por jornalistas se havia recebido a mensagem do Hezbollah solicitando que ele rechaçasse as "agressões de Israel" contra o país árabe.

"Sim, eu vi, e o objetivo é tentar convencer as partes a abandonar as armas e a violência e se reunir na mesa de diálogo para buscar respostas e soluções que não sejam violentas. Essa é a proposta da Igreja", respondeu o Papa.

"Durante essa viagem [ao Líbano], tive encontros com representantes de autoridades, pessoas e grupos que têm a ver com os conflitos internos e internacionais na região, mas não falamos sobre isso em público nas ruas. Preferimos trabalhar nos bastidores. É isso que fizemos e é isso que continuaremos a fazer", acrescentou.

Ainda antes de deixar o Líbano, na cerimônia de despedida no Aeroporto de Beirute, Leão XIV havia cobrado o fim dos ataques e das hostilidades no país, mas sem citar Hezbollah nem Israel, que, apesar do cessar-fogo em vigor há cerca de um ano, continua realizando operações esporádicas contra posições e integrantes do grupo xiita, o mais recente deles dias antes da chegada do pontífice.

"Ninguém deve acreditar mais que a luta armada leve a qualquer benefício. As armas matam, e as negociações, a mediação e o diálogo edificam. Escolhamos todos a paz como caminho, não apenas como meta", disse Leão XIV na ocasião.

Enquanto isso, EUA e Israel seguem pressionando para o Hezbollah entregar as armas, e o governo do premiê Benjamin Netanyahu já ameaçou retomar a guerra caso o grupo não se desmilitarize nas próximas semanas.

Ansa - Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra