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Países criticam Trump por decisão sobre Colinas de Golã

Presidente dos EUA reconheceu soberania de Israel na região

22 mar 2019
08h12
atualizado às 08h53
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Diversos países reagiram nesta sexta-feira (22) à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer a soberania de Israel nas Colinas de Golã, região tomada da Síria em 1967 e anexada pelo país judeu em 1981.

Militares israelenses nas Colinas de Golã, em setembro de 2018
Militares israelenses nas Colinas de Golã, em setembro de 2018
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A medida foi anunciada às vésperas das eleições legislativas de 9 de abril, quando o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusado de corrupção, enfrentará uma disputa dura para tentar continuar no cargo.

Segundo o porta-voz do governo da Rússia, Dmitri Peskov, o reconhecimento pode "desestabilizar a região". "Mudar o status das Colinas de Golã, ignorando o Conselho de Segurança da ONU, é uma clara violação das decisões das Nações Unidas", reforçou o Ministério das Relações Exteriores de Moscou.

A posição da Rússia é de que as Colinas de Golã pertencem à Síria. Para o regime de Bashar al Assad, a declaração de Trump "não muda a verdade". Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Ghasemi, destacou que a medida causará "novas crises" no Oriente Médio.

"Não há outra solução possível que não seja o fim da ocupação", acrescentou. Tanto a Rússia quanto o Irã são aliados de Assad, mas países que combatem o regime, como a Turquia, também criticaram o posicionamento americano.

"Não permitiremos em nenhum caso a legitimação da ocupação em Golã. A desastrada declaração de Trump deixa a região às portas de uma nova crise", disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. O Egito, por sua vez, considera a região como um "território árabe ocupado".

O reconhecimento foi anunciado por Trump no Twitter, com o argumento de que as Colinas de Golã têm "importância estratégica" para a segurança de Israel e a estabilidade regional. Os EUA já transferiram sua embaixada no país de Tel Aviv para Jerusalém, cidade também reivindicada pelos palestinos, o que deu início a uma onda de protestos na Faixa de Gaza.

Ansa - Brasil   
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