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Pais de menina morta por difteria na Itália denunciam hospitais

Genitores não vacinaram filha por medo de autismo e agora culpam 'médicos incompetentes'

25 ago 2026 - 13h31
(atualizado às 14h43)
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Resumo
Os pais de uma menina de quatro anos que morreu de difteria na Itália denunciaram os hospitais que a atenderam por demora no diagnóstico. A criança não foi vacinada por crenças antivacina da família. Como a imunização é obrigatória no país desde 2017, os pais são investigados pelo Ministério Público por homicídio culposo por omissão. Antes de falecer em Palermo, a menina chegou a ter seu quadro subestimado e foi inicialmente diagnosticada apenas com amigdalite.

Os pais de Anna Rosa Bartolotta, menina de quatro anos de idade que morreu de difteria em Palermo, sul da Itália, apresentaram uma denúncia contra os hospitais que atenderam a criança entre 13 e 20 de agosto.

Vacinação contra difteria é obrigatória para crianças na Itália
Vacinação contra difteria é obrigatória para crianças na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os genitores, que não vacinaram Anna Rosa por acreditar que imunizantes provocam autismo, tese já desmentida pela ciência, culpam a demora no diagnóstico pela morte de sua filha.

Os dois são investigados pelo Ministério Público por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) por omissão, já que a vacinação contra difteria é obrigatória para crianças em idade escolar na Itália desde 2017.

A menina faleceu no hospital pediátrico Giovanni Di Cristina, em Palermo, no dia 20 de agosto. Uma semana antes, no entanto, ela havia sido levada com febre e vômitos ao pronto-socorro do hospital Cervello, onde foi diagnosticada com amigdalite e mandada de volta para casa.

Sem melhoras, os pais voltaram ao pronto-socorro com Anna Rosa dois dias depois. Na manhã seguinte, a menina foi intubada e transferida de ambulância para a UTI pediátrica do hospital Di Cristina, onde morreria. Em publicação no Facebook, a mãe da menina acusou médicos "incompetentes" de "subestimarem" o quadro de saúde da criança.

Um primo da mesma idade de Anna Rosa também testou positivo, porém seu estado não é grave porque ele já havia iniciado o ciclo de vacinação.

A difteria é uma patologia altamente contagiosa que atinge o nariz, a laringe e as amígdalas e pode se tornar potencialmente mortal por causa da toxina diftérica produzida pela bactéria Corynebacterium diphtheriae. A substância se espalha através da corrente sanguínea, causando danos graves em órgãos vitais, como coração, fígado, rins e o sistema nervoso periférico.

Os primeiros sintomas surgem geralmente de dois a cinco dias após a infecção e podem incluir membrana branco-acinzentada na garganta e nas amígdalas, dor de garganta e rouquidão, gânglios linfáticos inchados no pescoço, dificuldade para respirar, secreção nasal, febre e fadiga intensa.

Ansa - Brasil
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