Aeroporto de Frankfurt registra mortes de funcionários por malária transmitida por mosquito
Dois trabalhadores do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, morreram após contrair malária de um mosquito que, segundo as autoridades, teria chegado ao país em um avião, informou nesta quarta-feira (26) a autoridade de saúde da cidade.
O Aeroporto de Frankfurt registrou a morte de um funcionário e a infecção de outros por malária, provavelmente transmitida por um mosquito do gênero Anopheles trazido em uma aeronave. Segundo o Instituto Robert Koch, a raridade do caso pode atrasar diagnósticos. Os infectados recebem tratamento e armadilhas foram instaladas no terminal; os mosquitos capturados passarão por análises genéticas na Bélgica para identificar sua origem.
As autoridades aeroportuárias haviam informado anteriormente que um funcionário havia morrido e que seis trabalhadores estavam infectados.
O Instituto Robert Koch (RKI), principal órgão alemão de controle e prevenção de doenças, informou que a causa mais provável foi um mosquito do gênero Anopheles trazido por uma aeronave.
Os outros quatro funcionários infectados estavam sendo tratados em hospitais, informou um porta-voz do aeroporto.
Segundo o RKI, o último surto de malária associado a um aeroporto na Alemanha ocorreu em 2023. A raridade desse tipo de ocorrência pode atrasar o diagnóstico, aumentando o risco de sintomas graves.
Os outros cinco funcionários estão recebendo tratamento, afirmou o porta-voz do aeroporto, acrescentando que armadilhas para mosquitos foram instaladas no local.
Os mosquitos capturados serão enviados ao Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica, para análises genéticas que deverão ajudar a determinar sua origem.
Transmitida por parasitas através da picada de mosquitos do gênero Anopheles, a malária pode provocar sintomas como náuseas, dor de cabeça e ondas intensas de febre e calafrios.
A doença provoca centenas de milhares de mortes por ano, principalmente na África subsaariana.
Existem tratamentos eficazes, e pacientes diagnosticados e tratados precocemente geralmente se recuperam completamente.
com AFP
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