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Ostentação: conheça 15 traficantes poderosos e bilionários

Aqui, é só na casa dos NOVE zeros: conheça um pouco da história de traficantes mundialmente procurados e que reuniram verdadeiras fortunas com o comércio de drogas. É muito dinheiro!

12 set 2014
08h41
atualizado às 09h05
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Eu tô que tô
Eu tô na pista
Eu tô ostentando
Mais do que o Eike Batista

O fim de semana chegou
Nóis vai da um role com os primo
Nóis vai pra baixada
Andar de submarino

Se liga ai muléque
Você não manja nada
Tu compra camarote
Eu compro logo a balada (...)”

Fiéis representantes do chamado "Funk Ostentação", Dudu e João são os autores da letra acima. Ostentar significa “expor, mostrar algo, levantar à vista de todos, transparecer”. E não são só os funkeiros que gostam da ostentação. O empresário Eike Batista, por exemplo, que chegou a ser homem mais rico do Brasil, tinha uma Mercedes-Benz na sala de casa e, sempre que podia, se deixava fotografar diante do bólido. Ostentar, portanto, não é exatamente novo nem está restrito a um ou outro grupo de pessoas. Mas se formos resgatar os grandes exemplos de ostentação das últimas décadas, um grupo parece se sobressair em extravagância e originalidade na hora de ostentar - o dos traficantes.

E pobre do Eike Batista (sem trocadilhos!). Depois de perder sua fortuna e entrar na lista dos ex-bilionários da revista Forbes de 2014, o dinheiro que sobrou - cerca de R$ 300 milhões, segundo estimativas - não chega nem aos pés da fortuna dos 15 traficantes que escolhemos para apresentar neste especial. Conheça um pouco da história de cada um deles, dos grandes crimes que cometeram e dos bilhões que gastaram com aviões, ilhas, carros e até hipopótamos!

Pablo Emilio Escobar Gaviria

Foto: Twitter

Pablo Emilio Escobar Gaviria fundou e foi o mais importante e violento traficante de drogas do Cartel Medellín. Escobar entrou para o tráfico de cocaína na década de 1970. Em 1976, se uniu com Gonzalo Rodriguez Gacha, Carlos Lehder e os irmãos Ochoa e criou o hoje famoso Cartel Medellín, na Colômbia. Sob ele, a organização criminosa assassinou mais de 5 mil pessoas.

No ápice de seu poder, Pablo Escobar foi apontado como o 70º homem mais rico do mundo com uma fortuna que chegou a US$ 30 bilhões - o equivalente a R$ 68,7 bilhões*. O poder deste criminoso no tráfico era tamanho que ele foi responsável pelo comércio de 80% de toda a cocaína consumida nos Estados Unidos na década de 1990. Mesmo sem levar em conta a inflação, se comparássemos a fortuna de Escobar nos anos 1980 com a dos maiores e mais conhecidos empresários do mundo atualmente, ele ficaria a frente de gente como Mark Zuckerberg, dono do Facebook com seus US$ 28,5 bilhões (R$ 65 bilhões*), o investidor George Soros, com patrimônio de US$ 23 bilhões (R$ 52,7 bilhões*) e do homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann, que tem US$ 19,7 bilhões (R$ 45,1 bilhões*). 

O símbolo maior de poder de Pablo Escobar foi uma fazenda superluxuosa na periferia de Medellín, Colômbia, que possuía uma área 22 vezes maior que a do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e que foi transformada em uma espécie de parque de diversões colombiano depois de sua morte. Escobar chegou a criar, neste local e no auge de sua ostentação, um zoológico particular, com lagos e piscinas. Para deixar sua coleção de animais completa, ele chegou a importar elefantes, girafas, camelos, cangurus e (TRINTA!) hipopótamos.

Na época, ele também colecionava carros antigos que acabaram, em sua maioria, queimados por seus inimigos.

O traficante se entregou à polícia em 1991 e foi levado para um presídio de segurança máxima. Escobar acabou morto pela própria polícia da Colômbia em 1993. Naquela época, o cartel do tráfico Carli já havia destruído o poder de Escobar e seus comparsas. 

Amado Carrillo Fuentes

Amado Carrillo Fuentes foi chamado de El Señor de Los Cielos (O Senhor dos Céus) por seu uso pioneiro de mais de 22 aviões a jato particulares
Amado Carrillo Fuentes foi chamado de El Señor de Los Cielos (O Senhor dos Céus) por seu uso pioneiro de mais de 22 aviões a jato particulares
Foto: Twitter

Um dos maiores bilionários entre os traficantes de drogas foi Amado Carrillo Fuentes. O mexicano chegou a levar aos Estados Unidos uma quantidade de droga quatro vezes maior do que qualquer outro traficante no mundo. Fuentes lucrou mais de US$ 25 bilhões, o equivalente a R$ 57,2 bilhões*. Para efeito de comparação, a fortuna do criminoso, sem acréscimos inflacionários, se aproxima da do empresário Michele Ferrero, dos chocolates Ferrero Rocher, que tem cerca de US$ 26 bilhões e está na lista dos 50 maiores bilionários do mundo da Forbes de 2014.  

O traficante foi chamado de El Señor de Los Cielos (O Senhor dos Céus) pelo uso pioneiro de mais de 22 aviões a jato particulares para transportar a cocaína colombiana aos aeroportos municipais do México.

Nos meses que antecederam sua morte, em 1997, foi considerado o mais poderoso traficante de drogas de sua época e um dos homens mais ricos do mundo.

Irmãos Orejuela, do cartel Cali

Foto: Twitter

Miguel e Gilberto Rodriguez Orejuela foram os grandes responsáveis pelo Cartel de Cali, que chegou a lucrar US$ 7 bilhões, o equivalente a R$ 20,3 bilhões*, por ano no auge de seu sucesso. Os irmãos foram grandes fornecedores de cocaína para os Estados Unidos durante os anos 1990. Quando foram pegos, em 2006, carregavam mais de 200 toneladas do produto.

Ironicamente, os irmãos Orejuela foram entregues à polícia por seu próprio chefe de segurança.  Eles acabaram condenados por conspiração e lavagem de dinheiro e receberam uma sentença de 30 anos de prisão.

Dawood Ibrahim Kaskar

Foto: YouTube / Reprodução

Dawood Ibrahim Kaskar teve fortuna estimada em cerca de US$ 7 bilhões, o equivalente a R$ 20,3 bilhões*. Mas para além da riqueza, o indiano Dawood Ibrahim Kaskar ficou famoso por sua crueldade. Sabe-se, por exemplo, que ele teve ligação direta com um atentado político em Mumbai em 1993 que matou mais de 250 pessoas. E não para por aí. Kaskar tinha ligações com Osama Bin Laden e dirigia uma organização chamada de D-Company e descrita como a "Goldman Sachs do crime organizado” - uma referência ao poderoso e organizado grupo financeiro multinacional que opera a partir de Nova York. 

Heterodoxo nos negócios, Kaskar, foi não só um grande 'empreendedor' do ramo de falsificações e extorsões, mas também 'investiu' em terrorismo e até na indústria cinematográfica. O criminoso financiou vários filmes populares indianos e garantiu, por algum tempo e com dinheiro do próprio bolso, uma parte substancial da receita de Bollywood. 

Atualmente, Kaskar é o homem mais procurado da Índia e especula-se que ele viva escondido no Paquistão, país que faz fronteira com a Índia. A nação, porém, nega a presença do traficante em seu território.

Irmãos Ochoa, do cartel Medellin

Foto: Twitter

Os três irmãos Ochoa (Jorge, Juan David e Fabio) foram a grande chave do Cartel Medellin. Uma curiosidade: os três vieram de uma educada família de classe média. Continuar como classe média, porém, não estava nos planos dos três. Foi no crime que os irmãos fizeram verdadeira fortuna, tendo batido os US$ 6 bilhões - o equivalente a quase R$ 14 bilhões* - em patrimônio já na década de 1980.

Em 1984, um jornalista do jornal americano The Washington Post se infiltrou no cartes assumindo a identidade de "Barry Seal” e viveu dentro da organização dos irmãos para escrever uma reportagem detalhando o narcotráfico comandado pela trinca criminosa. Foi graças à apuração do jornalista que vários membros do cartel foram indiciados por um júri federal. Os três irmãos foram entregues às autoridades em 1991 e o caçula, Fabio, morreu na prisão em 2013 depois de um ataque cardíaco.

Jose Gonzalo Rodriguez Gacha, o “Mexicano”

Foto: Twitter

Apesar de ter nascido na Colômbia, Jose Gacha era conhecido como “o Mexicano” não só por seu amor à cultura do país, mas também por ter sido um dos primeiros a usar o México como corredor para entregar droga à região sul dos Estados Unidos. A organização de o Mexicano chegou a ter laboratórios nas selvas colombianas, onde milhares de pessoas produziam cocaína para sua operação.

Em 1984, auge de sua operação, há registro de entrega de 15 toneladas de pasta de cocaína produzida pelos laboratórios do grupo ao território americano de Jose Gonzalo Estados Unidos em apenas seis semanas.

Em 1998, um ano após ter entrado para a lista anual de bilionários da Forbes, Gacha foi morto pela polícia. Na época, sua fortuna foi estimada em US$ 5 bilhões, ou cerca de R$ 11,4 bilhões*. Correm boatos de que Gacha ainda estaria vivo morando na região onde vivia no México. 

Khun Sa, o “Rei do Triângulo Dourado” 

Foto: Twitter

Nas décadas de 1970 e 1980, 80% da cocaína comprada em Nova York vinha de Mianmar, Laos e Tailândia, países asiáticos que passaram a ser conhecidos como o "Triângulo Dourado”. Comandando esta pirâmide poderosa estava Khun Sa, que é, até hoje, o maior traficante de heroína que o mundo já conheceu.

E como Rei, Sa fez questão de viver a vida da realeza - com direito a muito dinheiro e o muito poder. Em 1977, ele ficou conhecido por ‘trollar’ o governo americano, desafiando-o a comprar sua plantação de ópio, destruí-la e deixá-lo com “o dinheiro para o seu povo." Os Estados Unidos recusaram, evidentemente. Khun Sa acabou se entregando às autoridades de Mianmar em 1996, assinando um contrato de paz e se mudando para Rangoon, onde viveu sob proteção militar – apesar de os Estados Unidos oferecerem mais de US$ 2 milhões de dólares por sua captura.

À certa altura, Sa foi um dos homens mais procurados do mundo e reuniu fortuna de cerca de US$ 5 bilhões, o equivalente a R$ 11,4 bilhões*. Apesar do trabalho sujo, Khun Sa foi um dos grandes líderes das lutas pela independência do povo minoritário Shan, da Birmânia, que recebeu parte da fortuna do traficante.  

Carlos Enrique Lehder Rivas

Lehder chefiou um poderoso contrabando de drogas, com tropas armadas, vários hangares (abrigos para aeronaves) e uma pista que poderia acomodar até aviões comerciais
Lehder chefiou um poderoso contrabando de drogas, com tropas armadas, vários hangares (abrigos para aeronaves) e uma pista que poderia acomodar até aviões comerciais
Foto: Twitter

Filho de mãe colombiana e pai alemão, o co-fundador do cartel Medellin Carlos Enrique Lehder Rivas não era só traficante, mas também nazista. Nenhum pacote de produção sua era entregue sem antes ser carimbado com uma suástica.

Carlos Lehder chegou a comandar uma pequena ilha nas Bahamas para usá-la como passagem estratégica entre a Colômbia e os Estados Unidos.

A partir da ilha, chefiou um poderoso esquema de contrabando de drogas que contou com tropas armadas, vários hangares de avião e uma pista capaz de acomodar até modelos comerciais. Lehder revolucionou o contrabando de drogas por recorrer à aeronaves pequenas e particulares para fazer o tráfico. Antes dele, pessoas apelidadas de "mulas" eram os que faziam o transporte da droga em malas de viagem - ou seja, com quantidades menores e riscos maiores.

Preso, o traficante foi condenado em 1987 a mais de 135 anos de prisão, mas depois se oferecer para dar testemunho contra o ditador panamenho Manuel Noriega, em 1992, sua sentença foi reduzida para 55 anos. Sua fortuna, na época da captura, somava quase US$ 3 bilhões, ou cerca de R$ 6,87 bilhões*

Rafael Caro Quintero, do cartel Caro-Quintero

Foto: Twitter

Rafael é o irmão mais velho dos quatro que formavam o cartel Caro-Quintero, no México. Segundo consta, eles tinham várias fazendas de plantação na cidade de Sonora e vendiam cocaína e metanfetamina.

Em 1980, os irmãos compraram a simpatia da polícia local e do governo e passaram a operar com a certeza da impunidade. A blindagem era ampliada por contribuições do cartel à comunidade local. Parte do dinheiro também foi investido no financiamento de diversos projetos imobiliários em Guadalajara.

Rafael acabou preso em 1985, após ser identificado como mandante do sequestro, tortura e morte do agente federal dos Estados Unidos Enrique Camarena. Condenado, pegou sentença de 40 anos de prisão em 1989. Seus irmãos, porém, ficaram livres para continuar o bilionário negócio da família. Na época, o irmão Cantero tinha bilhões de dólares em bancos em Luxemburgo e Suíça. Um agente americano disse à Forbes que somente em um dos bancos, em Luxemburgo, um dos membros da família tinha mais de US$ 4 bilhões depositados, ou cerca de R$ 9 bilhões*. E em outros haveria muito mais.

O traficante foi solto em agosto de 2013, mas está desaparecido, segundo revelou o governo do México ao americano, que havia pedido sua apreensão e extradição oferecendo US$ 5 milhões em troca de informações.

Joaquín Guzmán Loera, “El Chapo Guzmán”

Foto: Twitter

Joaquín Loera foi um grande chefe do tráfico de drogas no México e se tornou o maior e mais poderoso chefe na década de 1990. El Chapo chegou a ser considerado o homem mais procurado do mundo após a morte de Osama Bin Laden, que ocupava esta posição até sua captura, em 2011.

El Chapo ficou conhecido pela sua perspicácia ao usar túneis para o contrabando de cocaína nos Estados Unidos. Em 1993, um carregamento de 7,3 toneladas de cocaína acondicionada dentro de latas de pimenta foi apreendido na cidade de Tecate, no México. El Chapo foi preso neste ano, mas, em 2001, conseguiu fugir da cadeia ao entrar em um carrinho da lavanderia, como fazem em filmes!

O traficante apareceu entre os bilionários da revista Forbes por quatro anos consecutivos, entre 2009 e 2012, com uma fortuna de mais de US$ 1 bilhão, quase R$ 3 bilhões*. Para termos uma ideia, o traficante somou, na época, uma quantia semelhante a que possui o pastor evangélico brasileiro, Edir Macedo - US$ 1,1 bilhão de acordo com a revista Forbes.

El Chapo foi capturado em 22 de fevereiro de 2014 num hotel da cidade mexicana de Mazatlán.

Zhenli Ye Gon

Foto: Twitter

Poderoso no México, o chinês Zhenli Ye Gon foi acusado de tráfico de pseudoefedrina da Ásia para a América. Gon é dono de uma indústria chamada Unimed Pharm Chem Mexico, além de outras corporações no país. No começo dos anos 2000, sua empresa foi autorizada pelo governo de importar toneladas de efedrina e pseudoefedrina como parte de seu vasto negócio.

Acredita-se que o chinês, que tem cidadania mexicana desde 2002, seja o responsável pelo Cartel de Sinaloa.

A frente do Cartel, Gon juntou dinheiro suficiente para se tornar um dos maiores apostadores dos cassinos de Las Vegas, onde era conhecido como “Sr. Ye”. Conta-se que, certa vez, desembestou a apostar US$ 200 mil, ou cerca de R$ 458 mil*, a cada rodada. Acabou perdendo uma boa quantia que se somou aos outros milhões que dizem que ele viu desaparecer nas mesas de jogo - US$ 40 milhões segundo estimativas mais conservadoras e até US$ 126 milhões nas mais arrojadas.

As autoridades invadiram sua casa no México em março de 2007 e encontraram mais de US$ 200 milhões, ou quase R$ 500 milhões*, somente em dinheiro vivo. Para efeito de comparação, US$ 200 milhões é mais de 60% da fortuna que sobrou sobrou nos bolsos do ex-bilionário brasileiro Eike Batista, que tem patrimônio de cerca de US$ 300 milhões segundo a Forbes 2014. 

Além das notas em dólares, foram apreendidos ou confiscados 18 milhões em pesos mexicanos, 200 mil euros, 113 mil dólares de Hong Kong, 11 moedas de ouro puro, uma enorme quantidade de joias, 7 veículos, duas mansões de valor aproximado a 20 milhões de pesos (R$ 3,4 milhões* cada uma), armas automáticas e um laboratório em construção (de valor desconhecido). Ufa!

Zhenli foi detido em um restaurante em Wheaton, Maryland, em 24 de julho de 2007. Ao ser preso, foi identificado como procurado em vários países pela Interpol. Junto dele foram presas nove pessoas, sendo quatro de origem asiática.

Griselda Blanco, a “Madrinha da Cocaína”

Foto: Twitter

A única mulher desta lista foi muito, mas muito poderosa. A Madrinha da Cocaína, ou “La Madrina”, foi uma das traficantes mais perigosos e cruéis do mundo. Ao longo de sua carreira no crime, Griselda Blanco, da Colômbia, matou mais de 200 pessoas. Seu nome foi um dos mais respeitados e temidos do chamado cartel Medellin, responsável pela venda de toneladas de cocaína em Nova York, Miami e sul da Califórnia.

Em 1975, a polícia federal dos Estados Unidos interceptou um carregamento com 150 quilos de cocaína da Madrinha. Foi o maior pego até então naquele ano, mas Griselda conseguiu fugir para a Colômbia antes de ser presa. Por lá viveu 10 anos em liberdade e na riqueza. O bem bom só foi acabar em 1985, quando a justiça colombiana conseguiu capturá-la. Griselda ficou presa por 19 anos até ser libertada em 2004.

A quantia exata de sua fortuna nunca foi conhecida, mas é calculada em US$ 2 bilhões, ou cerca de R$ 4,5 bilhões*. Em 2012, a traficante foi morta com dois tiros na cabeça do lado de fora de um açougue na cidade de Medellín.

“Freeway” Rick Ross

Foto: Wikipédia

Uma celebridade, “Freeway” Rick Ross é um famoso traficante americano famoso que começou a vida bandida aos 19 anos, ainda na década de 1980. Ross foi um dos primeiros a fornecer pedras de crack aos americanos, e acabou contribuindo pra chamada epidemia da pedra, que encheu as ruas de Los Angeles de viciados.

Depois de preso, Freeway Rick Ross disse à polícia que as agências de inteligência americanas é que forneciam o crack para ele vender. A história ganhou ares de teoria da conspiração e se espalhou como se fosse verdade. Não se sabe ao certo quanto dinheiro ele conseguiu reunir, sabe-se, porém, que Freeway chegou a ganhar US$ 3 milhões, ou R$ 6,8 milhões*, em um único dia de tráfico.

Frank Lucas

Foto: Born Rich / Reprodução

Depois de 15 anos trabalhando como motorista e guarda-costas, este americano do Harlem resolveu montar uma rede de tráfico de heroína - a mais ‘pura’ já vista - que vinha direto do “Triângulo Dourado”, na Ásia. 

Era 1960 e naquela época acontecia a Guerra do Vietnã. Lucas então se aproveitou da situação e montou um esquema para importar enormes quantidades de heroína para os Estados Unidos dentro de caixões que ele dizia ser de soldados americanos mortos em conflito na Ásia. 

O espertinho chegou a ganhar mais de US$ 1 milhão por dia, cerca de R$ 2,3 milhões* ao vender seu produto na Rua 116, em Nova York. A heroína que ele oferecia acabou sendo chamada de “Blue Magic”, por ter 98% a 100% de pureza. Com o dinheiro, Lucas comprou imóveis por todo o país, incluindo edifícios comerciais em Detroit e apartamentos em Los Angeles e Miami. No total, a fortuna dele chegou a somar US$ 52 milhões, quase R$ 120 milhões*. O traficante também comprou uma fazenda com alguns milhares de hectares na Carolina do Norte, onde possuía mais de 300 cabeças de gado Black Angus, incluindo um touro de reprodução no valor de US$ 125 mil, cerca de R$ 290 mil*. 

Frank foi condenado a 70 anos de prisão por violações federais em janeiro de 1975. Em 1981, seu sentença foi reduzida e ele pôde cumprir boa parte do restante dela em liberdade condicional. Ele foi solto em 1991.

Hoje, Lucas é voluntário em uma ONG criada por sua filha Francine para cuidar de crianças com os pais presos. O filho Frank Lucas Jr. é um famoso cantor de hip-hop e dono de uma marca com o nome do pai.

A vida do traficante negro foi retratada no filme American Gangster (O Gângster, em português), estrelado por Denzel Washington e lançado em 2007. O longa feito pela Universal Pictures arrecadou mais de US$ 127 milhões, cerca de R$ 290 milhões*. De acordo com Sterling Johnson, um juiz federal dos EUA, o filme é “um por cento de realidade e noventa e nove por cento de Hollywood”.

George Jung, ou “Boston George”

Foto: Twitter

George Jung, ou Boston George, ficou mundialmente conhecido após ter sido representado por Johnny Depp, em 2001, no filme Blow (Profissão de Risco, em português). Graças ao filme, a foto do traficante com o ator é incansavelmente compartilhada nas redes sociais.

O traficante foi um dos grandes líderes do cartel colombiano Medellín, tendo sido responsável por cerca de 89% de toda a cocaína que entrava nos Estados Unidos por muitos anos. Apesar disso, George não teria ganhado tanto dinheiro quanto os outros. Pessoalmente, juntou mais de US$ 100 milhões, ou cerca de R$ 230 milhões*.

George foi preso após ser pego com mais de uma tonelada de cocaína em Topeka, Kansas, crime pelo qual foi condenado e sentenciado a 20 anos de prisão. George foi finalmente solto no último mês de junho, depois de cumprir sua sentença.

*Todas as conversões para real feitas com a cotação do dólar e do peso mexicano do dia 10.09.2014

Com informações do Celebrity Net Worth, CNN, The Richest, LA Times, List Verse, Forbes e The Mirror.

Fonte: Terra
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