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Vizinhos da Síria têm dificuldades para lidar com refugiados

Líbano, que tem a maior concentração per capita de refugiados, impôs novos controles de imigração

6 jan 2015
17h32
atualizado às 17h39
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Alto comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres, durante entrevista coletiva em Genebra. 08/12/2014
Alto comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres, durante entrevista coletiva em Genebra. 08/12/2014
Foto: Pierre Albouy / Reuters

Países de todo o mundo precisam fazer mais para ajudar os vizinhos da Síria a lidar com milhões de pessoas que fugiram da guerra civil, disse o Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados, António Guterres, nesta terça-feira.

Mais de 3 milhões de sírios foram para Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque durante a guerra de quase quatro anos na Síria. Muitos agora vivem na extrema pobreza, no momento em que mais um inverno rigoroso começa.

O Líbano, que tem a maior concentração per capita de refugiados, impôs novos controles de imigração ao longo de sua fronteira com a Síria na segunda-feira para tentar conter o fluxo de pessoas.

Guterres disse que estava preocupado com tais políticas, mas expressou simpatia com países que estão arcando com o ônus do que ele diz ser a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.

"Estamos preocupados com estas medidas, mas acho que estas medidas devem fazer a comunidade internacional aumentar de forma muito significativa o apoio a esses países como o Líbano para ajudá-los a lidar com esses desafios enormes", disse Guterres em entrevista coletiva em Ancara, na Turquia.

Limitar o fluxo de refugiados em muitos países fora da região significa que muitos refugiados estão sendo forçados a confiar em traficantes de pessoas para chegar à Europa e mais além, ele disse.

Cerca de 350 mil pessoas de todo o mundo se arriscaram em viagens marítimas ilícitas no ano passado, quase a metade de países como Síria e Eritreia, que têm fluxos de refugiados, disse a agência da ONU.

A Turquia, que tem cerca de 2 milhões de refugiados, expressou irritação contra o que considera ser falta de compromisso de países europeus, muitos dos quais aceitaram apenas um pequeno número de pessoas que fogem dos combates, que já mataram cerca de 200 mil pessoas e deixaram a Síria em ruína.

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