Parlamento israelense avalia suspender férias por protestos
O Parlamento israelense (Knesset) estudará esta semana a suspensão do recesso do período de sessões de verão por causa dos protestos populares maciços que ontem levaram às ruas 150 mil pessoas, um número recorde no país. A chefe da oposição e ex-ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, pediu ao presidente da Câmara, Reuven Rivlin, que prolongue o período de sessões neste momento de crise para que o Parlamento possa debater a legislação que atenda às reivindicações da população, informa neste domingo o jornal Haaretz.
Espera-se que Rivlin convoque uma sessão extraordinária esta semana para que os deputados votem a prorrogação do período de sessões, que devia finalizar na quinta-feira e reiniciar no final do próximo mês de outubro. "O Knesset não pode iniciar o recesso. Deve continuar trabalhando. As reformas que respondam ao que está acontecendo nas ruas devem vir do Knesset, por isso que não é momento para que a Câmara tire férias", declarou Livni segundo o jornal Yedioth Ahronoth.
O movimento de indignados em Israel começou há duas semanas com acampamentos de rua em Tel Aviv de jovens que protestavam contra as dificuldades para ter acesso a uma casa e se estendeu pouco a pouco ao resto do país.