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Ofensiva do EI em Kobani contabiliza pelo menos 554 mortes

Confronto começou em 16 de setembro e jihadistas já tomaram conta de cerca de 40% do território da cidade

11 out 2014
14h55
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Pelo menos 554 pessoas morreram desde o início da ofensiva do grupo radical Estado Islâmico (EI) contra o enclave curdo-sírio de Kobani, na fronteira com a Turquia, em meados de setembro, informou neste sábado o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os conflitos na cidade de Kobani acontecem entre os curdos e os jihadistas, que já tomaram parte do território
Os conflitos na cidade de Kobani acontecem entre os curdos e os jihadistas, que já tomaram parte do território
Foto: Umit Bektas / Reuters

Desse total, 20 eram civis e morreram em Kobani e em povoados no entorno, dos quais 17 foram executados pelos extremistas - quatro deles decapitados.

Entre os radicais, pelo menos 298 membros do EI morreram em enfrentamentos, bombardeios e emboscadas realizadas por milicianos curdos. Dentro deste número, estão incluídos quatro suicidas do grupo que morreram em atentados.

No lado dos opositores ao EI, um total de 236 pessoas pereceram segundo o Observatório: 226 integrantes das Unidades de Proteção do Povo curdo, nove rebeldes de outras brigadas que apoiam às milícias curdas e um voluntário. O Observatório não descartou que o número de vítimas possa ser superior devido ao sigilo que os adversários mantêm a este respeito.

EI começou em 16 de setembro sua ofensiva contra Kobani, uma das três principais regiões curdas da Síria. Desde então, seu avanço foi grande e já tomou 40% da cidade. Nas últimas horas, os milicianos curdos conseguiram conter seu progresso dentro da população, que também foi palco neste sábado de bombardeios da coalizão.

Na sexta-feira à noite, as Unidades de Proteção do Povo lançaram várias operações para se infiltrar em áreas controladas pelos radicais na parte oriental de Kobani, derivando em fortes combates. Além disso, hoje foi registrado um duplo atentado com carros-bomba perto de um hospital no sudoeste da cidade. Ainda não foi informado se há vítimas.

EFE   

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