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Integrantes da Al-Qaeda e chefe checheno são mortos no Iêmen

3 mai 2014
12h34
atualizado às 12h42
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Cinco supostos integrantes da Al-Qaeda, incluindo um chefe local originário da Chechênia, e dois soldados morreram em combates neste sábado no sul do Iêmen, onde o Exército realiza uma ofensiva contra a rede extremista, segundo fontes oficiais. "Quatro combatentes da Al-Qaeda foram mortos e outros nove ficaram feridos" nos violentos confrontos com o Exército na província de Abyan, declarou à AFP uma fonte militar no local.

Durante os combates, travados na região de Sanaj, situada entre Maajala e Wadi Dheiqa, um reduto da Al-Qaeda, "dois soldados morreram e quatro ficaram feridos", acrescentou a mesma fonte. Pouco depois, o Ministério da Defesa anunciou a morte em Maajala de um jihadista checheno, apresentado como um líder local.

O homem, identificado como Abu Islam al-Chicheni, foi abatido durante "as operações militares (...) realizadas contra os elementos terroristas em Abyan", acrescentou o ministério no seu site 26sep.net.

Trata-se do segundo jihadista estrangeiro da Al-Qaeda na Península Arábica (Aqpa) a ter a morte anunciada pelas autoridades desde o início, na terça, da operação para expulsar os integrantes da rede de suas bases de Abyan e da província vizinha de Chabwa.

O Ministério da Defesa havia anunciado na quinta-feira a morte de Abu Moslem al-Uzbeki, um chefe local da Aqpa em Abyan, em um enfrentamento com o Exército. Essas informações confirmam a presença massiva de jihadistas de diferentes nacionalidades na Aqpa, incluindo brasileiros, de acordo com o governo iemenita.

O presidente Abd Rabbo Mansur Hadi havia afirmado nesta semana que "70% dos membros da Aqpa" são estrangeiros, indicando a presença nos necrotérios do Iêmen de corpos de jihadistas originários principalmente de "Brasil, Holanda, Austrália, França e Alemanha".

Não foi possível obter mais detalhes sobre esses jihadistas mortos no Iêmen. Neste sábado, as forças do governo, apoiadas por aviões de combate, intensificaram as operações contra posições dos insurgentes, obrigando centenas de moradores a fugir das zonas de combate em Abyan e em Chabwa, de acordo com testemunhas.

Uma autoridades militar, citada pela agência oficial Saba, pediu que os habitantes não saiam de casa, "até nova ordem" em razão das operações. A maior cidade do sul, Aden, e Mukalla, capital da província de Hadramut (sudeste), também são cenários da ofensiva militar contra a Al-Qaeda.

O chefe militar da Aqpa, Qassem al-Rimi, ameaçou na sexta as autoridades com ações de represália após os ataques efetuados por drones americanos contra a rede no Iêmen. A Aqpa é considerada pelos Estados Unidos a ramificação mais perigosa da rede. Ela ganhou força no sul e no leste do Iêmen diante do enfraquecimento do poder central em 2011, causado pela insurreição popular contra o ex-presidente Ali Abdullah Saleh.

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