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EUA e Europa pedem fim imediato da violência na Líbia

As potências mundiais mostraram preocupação com os ataques do general Khalifa Haftar

18 out 2014
20h07
atualizado às 20h07
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<p>Desde o fim da ditadura de Muamar Khadafi, em 2011, o governo da Líbia falhou em montar um exército para combater os rebeldes</p>
Desde o fim da ditadura de Muamar Khadafi, em 2011, o governo da Líbia falhou em montar um exército para combater os rebeldes
Foto: Esam Omran Al-Fetori / Reuters

Os Estados Unidos se uniram à Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália neste sábado, em um chamado pelo fim imediato da violência na Líbia entre as forças do governo e as milícias rebeldes.

Os países também se declararam decididos a aplicar sanções individuais contra os participantes hostis que "ameacem a paz, estabilidade ou segurança da Líbia ou obstruam ou afundem o processo político", segundo uma declaração conjunta.

Desde a revolução de 2011, que derrubou o líder Muamar Khadafi, autoridades interinas falharam em criar um Exército comum e tiveram que depender das milícias apoiadas pelo Estado.

Os rebeldes que lutaram contra Khadafi formaram milícias poderosas e tomaram o controle de grande parte da Líbia nos últimos três anos.

"A liberdade obtida com muito esforço na Líbia estará em risco caso se permita que grupos terroristas líbios e internacionais usem a Líbia como refúgio", advertiram os governos de França, Itália, Alemanha, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

Esta semana, o general reformado Khalifa Haftar lançou uma ofensiva para tentar reconquistar a cidade de Benghazi, nas mãos de milícias islâmicas, com o apoio de unidades do Exército e civis que tomaram as armas.

As potências mundiais mostraram preocupação com os ataques do general.

"Consideramos que os desafios da segurança na Líbia e a luta contra as organizações terroristas só podem se sustentar se forem dirigidas por forças armadas regulares, controladas por uma autoridade central que seja responsável ante um Parlamento democrático e inclusivo", diz a declaração conjunta.

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