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Oriente Médio

'Ataque foi moral e legal', diz Theresa May no Parlamento

Reuters

Premier acusou Rússia e Síria de evitarem investigação da Opaq

16 abr 2018
14h02
atualizado às 14h17
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A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, enfrentou nesta segunda-feira (16) os questionamentos da oposição de seu parlamento após participar, junto com os Estados Unidos e França, dos bombardeios contra a Síria na última sexta-feira (13). Durante seu discurso na Câmara dos Comuns, a britânica afirmou que a ofensiva foi "legal e moralmente correta" e teve o objetivo de evitar "mais sofrimento humano".

"Reino Unido havia explorado todos os canais diplomáticos, mas lamentavelmente decidiu que não havia alternativa para ações limitadas e cuidadosamente direcionadas", disse May.

Na última sexta-feira (13), os Estados Unidos e seus aliados atacaram instalações ligadas ao programa químico do regime de Bashar al-Assad em represália ao ataque químico realizado em Duma, na Ghouta Oriental, no dia 7 de abril, que deixou entre 70 e 100 pessoas mortas.

No entanto, o líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn disse que a ação é "legalmente questionável", porque o governo deve ser "responsável perante a este Parlamento e não aos caprichos do presidente dos Estados Unidos".

May, por sua vez, defendeu a legitimidade do ataque chamando-o de "necessário e proporcional". Ela assumiu a responsabilidade de ter agido sem esperar pela investigação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e sem votar no Parlamento devido à natureza "limitada" da intervenção.

Além disso, a premier do Reino Unido acusou a Síria, "apoiada pelos russos", de tentar "esconder" provas do ataque químico à Duma.

"Os russos podem ter visitado a área do ataque em Duma e o nosso temor é que podem ter alterado a área com o intuito de atrapalhar os esforços dos membros da Opaq de conduzir uma investigação eficaz", disse, ressaltando que é "altamente provável" que o regime de Assad esteja por trás do ataque químico.

Tanto a Síria quanto a Rússia negam qualquer uso de produtos químicos.

Os primeiros-ministros britânicos não precisam legalmente consultar o Parlamento sempre que aprovarem uma ação militar.

Ontem (15), o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou que o ataque foi "inteiramente acertado".

Embaixador da Itália em Londres O embaixador da Itália em Londres, Raffaele Trombetta, afirmou nesta segunda-feira (16) que a "ação militar dos Estados Unidos, França e Reino Unido na Síria "é uma resposta motivada pelo uso de armas químicas em Duma", mas agora é o momento de retornar a diplomacia".

Segundo o diplomata, citado pela "BBC Rádio", a posição da Itália é "impulsionar o processo de negociação".

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Ansa - Brasil   

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