Oposição italiana cita Brasil ao celebrar derrota de Trump nas eleições dos EUA
Parlamentares avaliaram vitória democrata como sinal de enfraquecimento da extrema direita
Parlamentares da oposição italiana celebraram a vitória democrata nas eleições dos EUA como uma clara rejeição a Donald Trump e um marco de enfraquecimento da extrema direita global. Membros do Partido Democrático, como Laura Boldrini, citaram o Brasil e outros países para ilustrar o declínio de governos autoritários e soberanistas, apontando que o resultado americano impulsiona uma onda democrática internacional contrária ao ódio, aos danos econômicos e aos ataques aos direitos e à democracia.
A oposição italiana avaliou que a expressiva vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos representa uma rejeição às políticas do republicano Donald Trump e um sinal de enfraquecimento da extrema direita no cenário internacional.
Parlamentares italianos do Partido Democrático (PD) citaram o Brasil , a Hungria e a Sérvia como exemplos de países onde movimentos políticos semelhantes já enfrentaram mudanças, e afirmaram que a onda democrática pode continuar a se espalhar pelo mundo.
Em declaração divulgada nesta quarta-feira (4), a deputada Laura Boldrini afirmou que os eleitores norte-americanos disseram "basta", de "forma clara e contundente", às políticas do governo Trump, mencionando operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), inflação, poder das grandes empresas de tecnologia, corrupção e ataques ao direito internacional.
Para Boldrini, o resultado eleitoral representa mais uma lição para movimentos de direita autoritários, soberanistas e iliberais.
"Basta de apoio incondicional a um primeiro-ministro que está cometendo um genocídio e contra quem foi emitido um mandado de prisão internacional. Basta da guerra ilegal contra o Irã e de todas as suas consequências para o aumento do custo de vida", enfatizou a deputada italiana.
Segundo a parlamentar, depois de Hungria, Brasil e Sérvia, a extrema direita também estaria enfrentando o fim de seu ciclo político nos Estados Unidos.
"Basta de ódio, de perseguição a pessoas trans e da arrogância de um presidente que não conhece limites, flerta com autocratas ao redor do mundo e tentou minar os próprios fundamentos da democracia americana", ressaltou Boldrini.
O deputado Piero Fassino também interpretou o resultado como uma rejeição às políticas de Trump e afirmou que eleitores de diferentes países, incluindo Brasil, Sérvia, Israel e Estados Unidos, estão rejeitando uma política baseada na força e na arrogância e exigindo justiça e respeito aos direitos.
Na mesma linha, Piero De Luca, líder do grupo do PD na Comissão de Assuntos Europeus da Câmara dos Deputados, classificou o resultado como uma onda democrática contra o ódio, os danos econômicos, os ataques ao direito internacional e o que chamou de neoimperialismo.
De Luca destacou que o resultado americano representa um novo impulso para as democracias liberais e defendeu que esse movimento seja fortalecido na Europa e na Itália. "Serve como mais uma lição para todos os movimentos de direita soberanistas", concluiu. .
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