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Papa defende 'destinação universal dos bens' no setor financeiro

Segundo Leão XIV, investimentos devem assegurar 'vida digna' a todos

4 nov 2026 - 11h41
(atualizado às 12h21)
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Resumo
Em audiência na Praça São Pedro, o papa Leão XIV defendeu a destinação universal dos bens no setor financeiro, afirmando que investimentos e a organização econômica devem assegurar uma vida digna a toda a comunidade. Baseando-se no Concílio Vaticano II, o pontífice destacou que a política deve visar ao bem comum, condenou a exploração no trabalho e ressaltou o direito dos trabalhadores de participarem das decisões de suas atividades, priorizando sempre o diálogo e ações não violentas.

O papa Leão XIV defendeu nesta quarta-feira (4) a "destinação universal dos bens" e disse que os investimentos financeiros devem assegurar uma "vida digna a toda a comunidade".

Papa Leão XIV celebra audiência geral no Vaticano
Papa Leão XIV celebra audiência geral no Vaticano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As declarações foram dadas em sua audiência geral para fiéis na Praça São Pedro, no âmbito de uma catequese dedicada ao Concílio Vaticano II, congresso realizado na década de 1960 e que modernizou a doutrina da Igreja Católica.

"O Concílio evoca um dos princípios fundamentais do magistério social, ou seja, o destino universal dos bens da terra, e aplica-o no setor financeiro, afirmando que 'todos os que decidem sobre estes investimentos e a organização da vida econômica - indivíduos, grupos ou poderes públicos - devem vigiar para que sejam assegurados os requisitos necessários a uma vida digna dos indivíduos e de toda a comunidade'", disse o Papa em sua homilia.

Leão XIV também destacou que a "comunidade política existe em função do bem comum", e o "exercício da autoridade" deve agir "de acordo com as circunstâncias locais e históricas, mas sempre tendo no coração o bem de toda a família humana".

Na catequese, o líder da Igreja Católica ainda afirmou que o "trabalho não pode ser deturpado em prejuízo das pessoas, do bem comum ou da criação" e que "não são aceitáveis a exploração e condições que põem em perigo a saúde e a própria vida".

"Os trabalhadores têm o direito e o dever de participar das decisões que dizem respeito à sua atividade, até de forma associativa, enfrentando os conflitos mediante o diálogo e ações não violentas", acrescentou.

Ansa - Brasil
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