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OPEP+ mantém metas de produção de petróleo para dezembro, antes de decisão sobre 2027

1 nov 2026 - 15h58
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Resumo
A OPEP+ manteve suas metas de produção de petróleo para dezembro, adiando grandes mudanças para o próximo ano. A decisão antecede a crucial reunião ministerial de 29 de novembro, quando os 21 países do grupo definirão a estrutura de cotas para 2027. O planejamento ocorre sob forte incerteza geopolítica, marcada pelo conflito com o Irã, alta recente nos preços do barril e alertas de analistas sobre um possível excesso de oferta global caso a produção do Oriente Médio se normalize.

Os países produtores ‌de petróleo da OPEP+ mantiveram neste domingo as metas de produção para dezembro, confirmando as expectativas de que não haverá novos ajustes nas políticas até o próximo ano.

Sete membros principais da OPEP+ — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — tomaram a decisão em uma reunião online neste domingo, informou a OPEP em comunicado. Embora ⁠os membros do Golfo tenham aumentado exportações, que vêm sendo prejudicadas há meses pela guerra ‌contra o Irã, a maioria ainda está produzindo bem abaixo de suas metas.

A OPEP+ é composta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e por aliados, incluindo Rússia. ‌Apenas esses sete membros — além dos Emirados Árabes ‌Unidos, até que o país deixou a OPEP em maio — têm participado ⁠das decisões mensais sobre a produção nos últimos anos. Todos os membros do grupo de 21 países devem se reunir em 29 de novembro, quando analistas esperam que sejam definidas as cotas para 2027.

"A decisão de hoje foi fácil", disse Jorge Leon, analista da Rystad. "O teste muito mais importante virá na reunião ministerial de 29 de ‌novembro, quando a OPEP+ decidirá sua estrutura de produção para 2027."

Os preços do petróleo subiram ‌mais de 2% na sexta-feira, ⁠com o petróleo ⁠Brent fechando a quase US$118 o barril, o maior valor desde abril, à medida que os ⁠operadores se preparavam para uma possível escalada ‌na guerra com o Irã ‌após as eleições de meio de mandato nos EUA.

A Agência Internacional de Energia e outras instituições de previsão alertaram para um excesso de oferta em 2027, caso os fluxos do Golfo voltem ao normal.

"A OPEP+ enfrenta uma decisão extremamente ⁠difícil para 2027", acrescentou Leon. "O grupo precisa planejar em meio a uma enorme incerteza sobre a guerra entre os EUA e o Irã, o ritmo da recuperação do tráfego pelo Estreito de Ormuz e o tamanho do excedente que poderia surgir assim que os barris que estavam em ‌falta voltarem ao mercado."

CAPACIDADE DE PRODUÇÃO

Os sete membros vêm aumentando as metas de produção durante grande parte de 2026 e, em setembro, concluíram a reversão gradual do ⁠corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia, inicialmente acordado em 2023. Em reuniões anteriores, eles mantiveram as metas estáveis para outubro e novembro.

A OPEP+ ainda tem mais uma rodada de cortes de produção de cerca de 2 milhões de bpd, abrangendo a maioria dos membros até o final de 2026.

O grupo precisa concluir uma revisão da capacidade de produção dos membros durante o quarto trimestre antes de definir as metas de referência para 2027, que determinarão as cotas futuras e definirão os planos para reverter esses cortes, segundo fontes.

A guerra no Irã interrompeu projetos de expansão da capacidade em todo o Oriente Médio, gerando incerteza nas estimativas do potencial de produção futuro, informou a Reuters em outubro. Como resultado, espera-se agora que a revisão seja concluída até meados de novembro.

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