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OMS inclui nova geração de medicamentos contra obesidade na lista de remédios essenciais

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou pela primeira vez nesta sexta-feira (5) a inclusão de medicamentos da nova geração contra o diabetes e a obesidade em sua lista de remédios essenciais, atualizada a cada dois anos. Entre os fármacos estão o semaglutida — princípio ativo dos populares Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk —, o dulaglutida, o liraglutida e o tirzepatida, utilizado no Mounjaro, da Eli Lilly.

5 set 2025 - 15h33
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou pela primeira vez nesta sexta-feira (5) a inclusão de medicamentos da nova geração contra o diabetes e a obesidade em sua lista de remédios essenciais, atualizada a cada dois anos. Entre os fármacos estão o semaglutida — princípio ativo dos populares Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk —, o dulaglutida, o liraglutida e o tirzepatida, utilizado no Mounjaro, da Eli Lilly.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, uma em cada oito pessoas no mundo é obesa.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, uma em cada oito pessoas no mundo é obesa.
Foto: Getty Images - Lorado / RFI

Esses medicamentos atuam sobre o hormônio GLP-1, que regula a produção de insulina e a sensação de saciedade. Embora tenham sido desenvolvidos para tratar o diabetes tipo 2, eles mostraram eficácia significativa na perda de peso e são considerados uma revolução terapêutica, apesar de limitações.

Segundo dados da OMS, mais de 3,7 milhões de pessoas morreram em 2021 por doenças relacionadas ao sobrepeso ou à obesidade — número superior ao total de mortes por malária, tuberculose e HIV/AIDS somadas.

Custo elevado

No entanto, o alto custo desses tratamentos, que pode ultrapassar US$ 1.000 mensais nos Estados Unidos, limita o acesso, especialmente em países de baixa renda. A OMS alerta para o risco de exclusão das populações mais vulneráveis e defende a produção de versões genéricas para ampliar o acesso.

Estudos indicam que o semaglutida genérico poderia ser fabricado na Índia por apenas US$ 4 por mês. O fim da patente em países como Canadá, Índia e China, previsto para 2026, pode facilitar esse processo.

Além de combater o diabetes e a obesidade, os medicamentos também têm mostrado benefícios em outras doenças.

40% menos risco de hospitalização

Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) revelou que pacientes com problemas cardíacos que utilizam esses tratamentos têm 40% menos risco de hospitalização ou morte precoce.

A OMS estima que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com obesidade, e mais de 800 milhões tinham diabetes em 2022. A organização também incluiu novos medicamentos contra o câncer em sua lista de remédios essenciais.

(Com AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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