Guardanapo achado em praia australiana pode ser de MH370
O guardanapo embalado em um plástico com a logomarca da empresa aérea, achado por um casal em praia, está sendo analisado
Um pedaço de papel poderia ser o primeiro sinal do avião desaparecido há mais de um ano? Essa é a pergunta levantada por especialistas australianos que analisam um guardanapo da Malaysia Airlines encontrado na praia australiana de Cervantes, próximo a Perth, em julho do ano passado. As informações são do Daily Mail e Reuters.
O guardanapo, que estava embalado em um plástico com a logomarca da empresa aérea, foi achado por um casal que caminhava pela praia e que está sendo analisado agora. “Se isso tivesse sido aberto durante o voo, estaria completamente diferente. É um guardanapo de 6cmX8cm embalado com o logotipo da Malaysia Airlines, encontrado em 2 de julho de 2014. Ele foi entregue à polícia logo depois”, disse Vicky Miller, que encontrou o papel com o marido.
Apesar de parecer uma prova de que o avião teria caído próximo à costa australiana, os especialistas disseram que não podem afirmar ainda se o guardanapo pertencia ao voo MH370.
O Boeing malaio desapareceu dos radares em março do ano passado depois de voar de Kuala Lumpur em direção a Pequim. Uma equipe internacional busca os destroços do avião, mas ainda não encontraram nada.
Malaysia Airlines diz que bateria vencida não prejudicou buscas
A Malaysia Airlines disse nesta segunda-feira que não fez nenhuma diferença uma bateria vencida no farol localizador subaquático que indicaria a posição da "caixa-preta" do voo MH370, avião da companhia aérea que está desaparecido há um ano.
Advogados de algumas das famílias das pessoas a bordo dizem que o fato de a bateria não ter sido substituída --conforme revelou um relatório no fim de semana, quando se completou um ano do desaparecimento de MH370-- pode ser crucial em qualquer ação legal contra a companhia aérea.
Um relatório provisório de 584 páginas sobre o desaparecimento do Boeing 777-200ER, divulgado no domingo, afirma que a bateria do sinalizador do gravador de dados de voo havia expirado em dezembro de 2012 e não fora substituída. A baliza acoplada à caixa-preta é projetada para enviar um sinal se ocorrer um acidente na água.
A Malaysia Airlines (MAS) afirmou em um comunicado nesta segunda-feira que um farol semelhante também estava instalado no gravador de voz da cabine, e a vida útil de sua bateria ainda era boa. "A bateria ainda transmitiria por 30 dias ao ser ativada quando imersa em água", disse a companhia aérea.
O Ministério dos Transportes da Malásia informou em um comunicado que está revisando o relatório provisório e se comprometeu a tomar "medidas severas", sem dar mais detalhes. "Em nenhum aspecto o relatório indica como ou por quê o MH370 desapareceu", acrescenta o texto.
O escritório norte-americano de advocacia Kreindler & Kreindler LP, que está representando cerca de 20 famílias, havia dito que o fato de a bateria ter expirado era "potencialmente muito significativo" na determinação das compensações, se tiver afetado as buscas do avião desaparecido.
A supervisão foi responsabilizada por não ter feito a atualização correta do sistema de computador no departamento de engenharia da Malaysia Airlines, assinalou o Departamento de Aviação Civil da Malásia no relatório divulgado no domingo.
"Essa companhia aérea, que permitiu à sua tripulação e avião voarem com baterias vencidas em equipamentos em estado crítico, continua a rejeitar a oferta de qualquer tipo de compensação significativa para as famílias sem que antes eles provem as perdas que sofreram, sem que haja nenhuma evidência de um acidente de fato", afirmou o advogado Justin Green, da Kreindler & Keindler LP, em email à Reuters. "A companhia aérea ... ainda mais claramente agora pode ser responsabilizada pela busca infrutífera desse avião."
Em janeiro, a Malaysia Airlines declarou oficialmente o desaparecimento de MH370 em um acidente, abrindo caminho para que a companhia aérea pague uma indenização aos familiares das vítimas, enquanto as buscas prosseguem.
Os investigadores acreditam que o avião, transportando 227 passageiros e 12 tripulantes, voou milhares de quilômetros fora do curso inicial até finalmente cair no oceano, perto da costa da Austrália.
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