Número de mortos no Líbano por ataques israelenses sobe para 773
Segundo boletim, 103 crianças estão entre vítimas de ofensivas
O número de mortos em ataques israelenses no Líbano desde 2 de março subiu para 773, incluindo 103 crianças, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde de Beirute nesta sexta-feira (13).
O boletim ainda aponta que 800 mil pessoas foram registradas como deslocadas e outras 1.933 ficaram feridas durante a escalada de violência no Oriente Médio, deflagrada após os ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã.
Hoje, as Forças de Defesa de Israel (IDF) também informaram que, desde o início da operação "Rugido do Leão", em 28 de fevereiro, foram realizados mais de 7,6 mil ataques no Irã e mais de 1,1 mil no Líbano.
Segundo o comunicado, cerca de 2 mil ataques miraram "quartéis-generais e infraestrutura do regime terrorista iraniano", enquanto aproximadamente 4,7 mil foram contra o programa de mísseis do país.
Em resposta à crise humanitária, a Organização das Nações Unidos (ONU) lançou um apelo por US$ 325 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) para apoiar o povo libanês.
O secretário-geral António Guterres destacou que "diante do terrível impacto que a escalada militar está causando em toda a região, o mundo deve mostrar ao povo libanês seu apoio inabalável".
O objetivo é fornecer assistência vital por pelo menos três meses a cerca de um milhão de pessoas, incluindo libaneses, sírios deslocados e refugiados palestinos.
A situação humanitária no Líbano se agrava a cada dia, com comunidades inteiras afetadas pelo conflito e milhares de deslocados precisando de ajuda urgente.