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Novo líder supremo diz que Ormuz deve ficar fechado; Irã acusa Europa de cumplicidade nos ataques

Nesta quinta-feira (12), o ministério iraniano das Relações Exteriores acusou a União Europeia (UE) de "cumplicidade" nos ataques que atingiram o país. No mesmo dia, o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, declarou, em sua primeira mensagem desde a sua eleição, que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado para pressionar os Estados Unidos e Israel.

12 mar 2026 - 12h18
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"O bloqueio do Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser usado como instrumento de pressão contra o inimigo", disse Mojtaba Khamenei, que não apareceu na televisão ou em público desde sua eleição como Líder Supremo da Revolução Islâmica no Irã, no domingo.

O Irã decretou o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do comércio mundial de petróleo, e ameaçou atacar navios que tentassem usá-lo em retaliação à ofensiva militar lançada contra o país por Israel e pelos Estados Unidos.

Mojtaba Khamenei também declarou que o Irã vingaria o sangue de seus "mártires" e continuaria a atacar bases militares americanas no Oriente Médio. Ele sucedeu seu pai, Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia de bombardeios contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Ataques a petroleiros

Apesar das declarações de Donald Trump sobre um fim próximo da guerra, o Irã atacou dois petroleiros, que estavam carregados de explosivos e pegaram fogo perto do porto iraquiano de Basra, segundo autoridades de Bagdá. Com isso, o preço do petróleo bruto foi acima de US$ 100 o barril, mesmo com o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre a liberação de 400 milhões de barris.

"A única maneira de os preços do petróleo caírem de forma sustentável é restabelecer o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz", enfatizaram analistas do banco ING. Caso contrário, os picos do mercado ainda não serão atingidos."

Europa cúmplice

Em publicação no X, o porta-voz do ministério, Esmaïl Baghaï, afirmou que "a indiferença e o consentimento da União Europeia diante da agressão, da brutalidade e das atrocidades cometidas pelos Estados Unidos e Israel não se assemelham a nada além de cumplicidade".

Há poucos dias, Banghaï já havia afirmado, em conversa com a imprensa, que os países europeus ajudaram a criar essas condições.

"Em vez de insistirem no Estado de Direito, em vez de enfrentarem a intimidação e os excessos dos Estados Unidos, eles falaram e concordaram com eles no Conselho de Segurança da ONU sobre a discussão para restaurar as sanções, e todas essas coisas juntas encorajaram as partes americana e israelense a continuarem cometendo seus crimes," disse.

Com AFP

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