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Mulher reaparece 52 anos após sumir no Canadá

Lucy Johnson foi encontrada após um sua filha, Linda Evans, publicar um anúncio em um jornal no mês passado

19 jul 2013 - 13h57
(atualizado às 14h06)
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Imagem mostra Lucy Johnson antes do desaparecimento
Imagem mostra Lucy Johnson antes do desaparecimento
Foto: Real Polícia Montada do Canadá / Reprodução

Quando a polícia canadense recebeu a informação, em 1965, de que Lucy Johnson estava desaparecida havia quatro anos, investigadores trataram o desaparecimento como um caso de assassinato. O marido dela, Marvin, foi convocado para depor e o seu jardim foi escavado em Surrey, no Estado da Columbia Britânica.

No entanto, mais de cinco décadas depois de seu desaparecimento, em setembro de 1961, ela foi encontrada viva em Yukon, região do Canadá vizinha ao Alasca, Estado americano em que nasceu. As informações são da rede NBC. 

A polícia montada canadense voltou a analisar o caso nunca resolvido de Lucy no mês passado e Linda Evans, filha de Lucy, comprou anúncios em um jornal da Columbia Britânica. Ela também passou a fazer pesquisas na internet.  Evans disse ao jornal Surrey Leader que acreditava que sua mãe já estava morta. "Não houve nenhum contato. Nada", disse.

Os anúncios deram resultado. "Nós recebemos uma ligação de uma mulher de Yukon que ligou dizendo que viu a foto da desaparecida no jornal e que a pessoa que estávamos procurando era sua mãe", disse o porta-voz da polícia de Surrey, Bert Paquet. "As estrelas se alinharam, o tempo era perfeito".

A polícia confirmou que Lucy Johnson, agora com 77 anos, tem outra família em Yukon. Marvin morreu no final dos anos 1990. Ele inicialmente tinha sido considerado como suspeito porque esperou até 14 de maio de 1965 para denunciar o desaparecimento. Mas após a polícia não encontrar nada no jardim da casa em que moravam, o caso ficou congelado por 52 anos.

Evans, que tinha apenas 7 ou 8 anos na época do desaparecimento, descobriu que tem quatro meio-irmãos - três homens e uma mulher. Seu único irmão de parte de pai, Daniel, morreu na adolescência. "Eu tenho muitas perguntas. E todas são 'por quê'?"

Apesar de ter sido privada da convivência com mãe, Evans diz que não guarda mágoas. "Eu apenas espero que possa ser parte da vida dela", diz a canadense, que está guardando dinheiro para conseguir visitar a mãe. "Eu vou dar um grande abraço nela e espero que as palavras venham facilmente". 

Fonte: Terra
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