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Morre destacado filósofo polonês Leszek Kolakowski

17 jul 2009 - 19h02
(atualizado às 20h35)
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Morreu nesta sexta-feira o destacado filósofo polonês Leszek Kolakowski, que abandonou sua crença no marxismo, partiu para o exílio e então passou a classificar sua antiga ideologia como "a maior fantasia do Século XX". Ele estava com 81 anos e faleceu em um hospital em Oxford, na Inglaterra, informou a agência estatal polonesa PAP.

Leszek Kolakowski (esq.) e sua mulher, Tamara, posam com o presidente dos Estados Unidos da época, George W. Bush, em novembro de 2005
Leszek Kolakowski (esq.) e sua mulher, Tamara, posam com o presidente dos Estados Unidos da época, George W. Bush, em novembro de 2005
Foto: Getty Images

Kolakowski conquistou reconhecimento internacional com sua obra "Principais Correntes do Marxismo". Ele viveu e ensinou principalmente na Universidade de Oxford desde que abandonou a Polônia comunista em 1968, como dissidente do regime.

"Perdemos um homem que prestou serviços notáveis para a causa de uma Polônia livre e democrática", disse o presidente do Parlamento da Polônia, Bronislaw Komorowski, aos deputados, que observaram um minuto de silêncio em homenagem a Kolakowski.

Na Polônia do pós-guerra Kolakowski era um marxista ortodoxo, mas pouco a pouco se desencantou com o regime. Sua defesa de uma versão mais democrática do socialismo fez com que entrasse em conflito com os censores e por isso acabou forçado a ir para o exílio.

No exílio, primeiro na Universidade de Berkeley, na Califórnia, e depois em Oxford, Kolakowski escreveu livros sobre a história das ideias, culminando com "Principais Correntes do Marxismo", publicado em 1978, obra que registra as origens, ascensão e declínio da filosofia de Karl Marx. Ele argumentava que a crueldade totalitária da União Soviética de Josef Stalin era o resultado lógico do pensamento marxista.

Na Grã-Bretanha, ele apoiou o movimento polonês Solidariedade, pró-democracia, que finalmente derrubou o comunismo em 1989. Em seus últimos anos, Kolakowski escreveu peças e contos e passou a ter um aguçado interesse por questões religiosas.

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