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Moradores de kibutz atacado pelo Hamas em 2023 se sentem abandonados por governo Netanyahu

Em Israel, alguns moradores das localidades atacadas pelo grupo Hamas em 7 de outubro de 2023 estão revoltados com a decisão do governo israelense de praticamente parar de financiar a permanência dessas famílias em outros lugares do país. No kibutz (vilarejo agrícola) de Nahal Oz, perto da fronteira com a Faixa de Gaza, a decisão do governo provoca um sentimento de abandono, quase dois anos depois dos atentados.

28 ago 2025 - 14h42
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Em Israel, alguns moradores das localidades atacadas pelo grupo Hamas em 7 de outubro de 2023 estão revoltados com a decisão do governo israelense de praticamente parar de financiar a permanência dessas famílias em outros lugares do país. No kibutz (vilarejo agrícola) de Nahal Oz, perto da fronteira com a Faixa de Gaza, a decisão do governo provoca um sentimento de abandono, quase dois anos depois dos atentados.

Moradores de kibutz, local atacado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, protestam pela libertação dos reféns ainda retidos em Gaza, em 10 de agosto de 2025.
Moradores de kibutz, local atacado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, protestam pela libertação dos reféns ainda retidos em Gaza, em 10 de agosto de 2025.
Foto: © AFP - MENAHEM KAHANA / RFI

Informações de Nicolas Falez,enviado especial da RFI a Nahal Oz (Israel)

Na semana passada, o Supremo Tribunal rejeitou um recurso apresentado pelos habitantes de kibutz Nahal Oz contra a decisão de acabar com o financiamento público de moradias temporárias, nas quais viviam desde os ataques que deflagraram a guerra nos territórios palestinos. O efeito prático da medida é que os habitantes destas comunidades deverão retornar às suas casas, apesar do medo de voltar a viver na região.

Alguns kibutz, no sul de Israel, ficam a apenas cem metros de distância de Gaza, onde a guerra perpetrada pelo governo israelense se intensificou nos últimos meses. No recurso apresentado à Justiça, os habitantes afirmaram que os estrondos da guerra são ouvidos e balas perdidas às vezes atingem as comunidades, ainda traumatizadas pelos violentos ataques de outubro de 2023.

Reféns ainda estão detidos

Yael Raz Lachyani se lembra das longas horas que passou escondida com sua família no abrigo de sua casa, naquele dia. A mãe de três filhos se sente forçada a voltar a se estabelecer em Nahal Oz.

"Depois do que passamos, depois do que nossos filhos passaram, depois de perder tantos de nós, temos de voltar como nada tivesse acontecido. É a coisa mais ofensiva e mais difícil de aceitar", afirmou ela à reportagem RFI.

Em 7 de outubro de 2023, 13 habitantes de Nahal Oz foram mortos e oito foram feitos reféns. Dois deles ainda são retidos na faixa de Gaza - Omri Miran, supostamente viva, e Joshua Mollel, um estagiário agrícola cuja morte foi confirmada.

Retorno já começou

Nesse contexto, Yael Raz-Lachyani é contra o plano de tomada da Faixa de Gaza, decidido pelo governo de seu país. "Depois de dois anos de guerra, se houvesse algo mais a fazer, já teríamos feito. Agora, só a vida dos reféns conta", disse. "A guerra continua, os reféns ainda estão lá. Eu não entendo essa decisão", completou.

Yael e sua família estão se preparando para voltar a morar em Nahal Oz, o kibutz onde ela nasceu e onde sua mãe já retornou - a exemplo de quase metade dos 480 habitantes.

Dos 251 reféns do ataque de 7 de outubro, 49 permanecem sequestrados em Gaza, incluindo 27 mortos, de acordo com o exército israelense. Os ataques de 2023 levaram à morte de 1.219 pessoas em Israel, principalmente civis, de acordo com uma contagem de AFP feita com dados oficiais.

A ofensiva de represália israelense em Gaza contabiliza ao menos 61.944 palestinos mortos, uma maioria também de civis, conforme dados do Ministério da Saúde do Hamas, considerados confiáveis pela ONU.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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