Ministro de Israel aprova colônia que 'enterra' Estado palestino
Plano de assentamentos separa Jerusalém Oriental da Cisjordânia
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, anunciou nesta quinta-feira (14) que aprovou um novo plano para a construção de uma colônia que vai separar Jerusalém Oriental da Cisjordânia ocupada para "enterrar a ideia de um Estado palestino".
A iniciativa tem como objetivo reativar o projeto de assentamentos na região E1 da Cisjordânia, que prevê a construção de 3.401 unidades habitacionais para colonos israelenses em Ma'ale Adumim.
Segundo Smotrich, o plano, para o qual o apoio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ainda não está claro, "enterrará a ideia de um Estado Palestino".
A zona E1 é uma área da Cisjordânia dentro do município israelense de Ma'ale Adumim, adjacente a Jerusalém Oriental, que abrange um espaço de 12 quilômetros quadrados e abriga inúmeras comunidades beduínas, bem como uma grande sede da polícia israelense.
De acordo com o Jerusalém Post, a organização "Paz Agora", que monitora a expansão das colônias judaicas no território palestino, classificou o plano de Smotrich de "golpe mortal para a solução de dois Estados", pois prevê a divisão efetiva da Cisjordânia em duas, impedindo o desenvolvimento da área metropolitana entre Ramallah, Jerusalém Oriental e Belém.
Por sua vez, o Ynet lembra, no entanto, que, embora o anúncio de Smotrich tenha sido tornado público, não houve confirmação oficial sobre a aprovação do plano. Inclusive, a publicação israelense observou que projetos habitacionais anteriores, amplamente divulgados em seu lançamento, foram adiados por anos.
O plano E1 tem sido criticado pela comunidade internacional, que considera os assentamentos israelenses na Cisjordânia e a ocupação militar da região desde 1967 como ilegais.