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Ministro das Relações Exteriores da Alemanha diz que reunião com Lavrov foi motivada por preocupações com segurança

27 set 2026 - 15h42
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Resumo
No primeiro encontro bilateral desde a invasão da Ucrânia, o chanceler alemão Johann Wadephul reuniu-se com o russo Sergei Lavrov na ONU. Wadephul justificou o diálogo por questões de segurança — alertando que Berlim se defenderá após supostos drones russos em Leipzig — e pela crise alimentar, pedindo cessar-fogo no Mar Negro para retomar a exportação de grãos. O clima seguiu tenso: Lavrov desdenhou da conversa, enquanto o alemão rebateu dizendo que a Rússia demonstra fraqueza e sustenta uma guerra sem sentido.

O ministro das ‌Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou neste domingo que sua decisão de se reunir com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, foi motivada por preocupações  com a área de segurança e pela necessidade de abordar a crescente crise nas exportações ⁠de alimentos.

Lavrov e Wadephul se encontraram em Nova York, à ‌margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, no sábado, marcando as primeiras conversas do tipo desde antes da ‌invasão da Ucrânia pela Rússia em ‌2022.

Wadephul afirmou que a suposta implantação de drones armados ⁠pela Rússia no aeroporto de Leipzig havia ultrapassado os limites e tornado necessário comunicar diretamente que a Alemanha estava preparada para se defender.

"A Rússia precisa entender que estamos prontos para resistir e nos defender", disse Wadephul em entrevista ‌à ARD.

A reunião também ocorreu em meio a esforços diplomáticos ‌para retomar as exportações ⁠de grãos ⁠e energia da Rússia e da Ucrânia pelo Mar Negro, drasticamente ⁠reduzidas por ataques a ‌navios e à infraestrutura ‌portuária.

"Vários pares, especialmente do Sul Global, me pediram para conversar com a Rússia", disse Wadephul, citando isso como a segunda razão para as negociações.

"Há uma ameaça de ⁠fome na região, e é por isso que defendo um cessar-fogo no Mar Negro", acrescentou.

As relações entre Moscou e Berlim, um aliado próximo da Ucrânia, estão congeladas desde a invasão russa, e Wadephul ‌afirmou que o silêncio diplomático havia sido necessário.

"Mas agora chegou o momento em que acreditei que precisávamos conversar", disse ⁠Wadephul.

Em um sinal de que a tensão persiste, Lavrov disse em uma coletiva de imprensa que não foi falado nada de novo com seu homólogo alemão que Berlim já não tivesse dito publicamente.

"Eu disse a ele, francamente... você poderia simplesmente ter me ligado e dito: 'leia minha declaração'", disse Lavrov.

Wadephul respondeu dizendo que é assim que alguém reage quando não tem argumentos e está em uma posição bastante fraca.

"A Rússia não consegue explicar ao mundo por que continua essa guerra", disse Wadephul, acrescentando: "É um absurdo, custa milhares de vidas."

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