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Suíça rejeita regras de neutralidade que teriam restringido cooperação com Otan

27 set 2026 - 14h36
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Resumo
Cerca de 70% dos eleitores suíços e todos os cantões rejeitaram uma proposta para endurecer a neutralidade do país na Constituição. A medida, impulsionada pela direita após sanções contra a Rússia, pretendia proibir embargos econômicos e a cooperação com a Otan. Segundo o governo, o resultado não anula a neutralidade histórica suíça, mas garante autonomia para Berna decidir sobre sanções caso a caso e colaborar com parceiros internacionais para fortalecer a segurança nacional e europeia.

Eleitores suíços rejeitaram categoricamente neste domingo uma proposta que adotaria uma forma mais restritiva de neutralidade e poderia impedir o país de impor sanções econômicas ⁠ou cooperar com a Otan.

Todos os cantões ‌e cerca de 70% dos eleitores rejeitaram a proposta de incluir na ‌Constituição suíça uma definição ‌mais rígida de neutralidade, segundo os ⁠resultados finais divulgados pelo Escritório Federal de Estatística.

"Este resultado não é um voto contra a neutralidade. A Suíça era neutra ontem, é neutra hoje e continuará neutra ‌no futuro", afirmou o ministro das Relações ‌Exteriores, Ignazio Cassis, ⁠em ⁠uma coletiva de imprensa após o anúncio do resultado.

Embora ⁠a neutralidade ‌suíça seja internacionalmente ‌reconhecida desde o fim das guerras napoleônicas, em 1815, a forma como o governo a implementa não está explícita.

O Partido ⁠Popular Suíço (SVP), de direita, afirmou que a posição tradicional da Suíça ficou prejudicada após Berna impor sanções à Rússia após a invasão ‌da Ucrânia.

A campanha financiou cartazes em todo o país instando as pessoas a ⁠votarem "Não à guerra, sim à neutralidade", com pombas brancas da paz, antes da votação.

Cassis afirmou que a rejeição permite que a Suíça continue decidindo sobre sanções econômicas caso a caso e coopere com parceiros quando isso fortalecer a segurança do país, a qual, segundo ele, também depende da segurança de seus vizinhos e do continente europeu.

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