Ministério Público pede prisão perpétua para autor de feminicídio que chocou Itália
Mark Antony Samson esfaqueou Ilaria Sula até à morte e colocou seu corpo em uma mala
O Ministério Público de Roma solicitou a condenação à prisão perpétua de Mark Antony Samson, jovem que assassinou a ex-namorada Ilaria Sula em março do ano passado.
O caso, que gerou forte comoção na Itália, é tratado pela Justiça como homicídio qualificado com agravantes de premeditação e ocultação de cadáver.
Segundo os promotores, durante as alegações finais, o crime "foi planejado e executado a sangue frio", reforçando a tese de que o ataque não foi um ato impulsivo, mas resultado de uma ação deliberada.
"Samson chamou Ilaria para uma emboscada em sua casa. Ilaria foi atordoada por seus socos e depois esfaqueada", explicou o promotor adjunto Giuseppe Cascini, acrescentando que o jovem "não mostrou misericórdia ao socá-la e depois esfaqueá-la".
De acordo com a acusação, Samson esfaqueou a jovem, colocou o corpo em uma mala e posteriormente o arremessou de um penhasco. O réu, que confessou o crime, também é acusado de tentar ocultar evidências após o assassinato.
As investigações apontam ainda que o corpo de Ilaria Sula foi encontrado posteriormente, em uma área isolada nos arredores de Roma. "Ele não mostrou misericórdia ao jogá-la fora como lixo.
Não mostrou misericórdia ao insultá-la depois de matá-la. Não mostrou misericórdia ao sair para comer uma piadina depois do assassinato", acrescentou Cascini.
Em depoimento, o acusado afirmou ter agido sozinho. Ele declarou ainda que a vítima esteve em sua casa na noite anterior ao crime e que teria ido ao local para devolver pertences dele.
Segundo essa versão, a morte ocorreu na manhã de 26 de março de 2025, após a jovem, que estudava estatística na Universidade de Roma La Sapienza e vivia em uma república na "cidade eterna", passar a noite na residência de Samson.
Na época, os investigadores suspeitaram do jovem depois de analisar os registros telefônicos do celular de Ilaria, que teria sido usado por Samson após o desaparecimento.
Hoje, os pais da vítima também compareceram ao tribunal."Ouvimos o quanto nossa filha sofreu e concordamos com o promotor adjunto e o promotor principal sobre o pedido de prisão perpétua", disseram Flamur e Gezime Sula.
"Amanhã seria o aniversário de Ilaria; a verdadeira sentença de prisão perpétua é nossa, porque era para ela estar viva, respirando, comendo e bebendo. Em vez disso, nossa filha fechou os olhos para sempre", acrescentaram.
O caso se somou a outros episódios de feminicídio que provocaram indignação na Itália e reacenderam debates sobre violência contra mulheres e a necessidade de medidas mais efetivas de prevenção e proteção às vítimas.
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