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Militantes ligados ao Estado Islâmico matam ao menos 48 civis no Mali, dizem fontes

20 out 2026 - 10h58
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Resumo
Militantes ligados ao Estado Islâmico mataram ao menos 48 civis na região de Menaka, no leste do Mali, em aparente retaliação a abusos cometidos por milícias pró-governo e paramilitares russos do Corpo Africano. Os ataques a cinco localidades, que também incluíram incêndios de casas e saques de gado, forçaram centenas a fugir e refletem o agravamento da insegurança no Sahel, marcado por disputas entre grupos extremistas. O número total de vítimas ainda pode superar 70 mortos.

Militantes ligados ao ‌Estado Islâmico mataram pelo menos 48 pessoas no Mali, em aparente retaliação a um ataque contra supostos informantes perpetrado por forças pró-governo, incluindo membros do Corpo Africano da Rússia, segundo informaram ⁠à Reuters duas fontes de segurança e ‌duas autoridades locais.

A violência ocorrida no fim de semana na região oriental de Menaka ocorre ‌em meio à intensificação ‌dos combates entre o grupo regional do ⁠Estado Islâmico e afiliados à Al-Qaeda, agravando a insegurança na região do Sahel, na África Ocidental.

Os ataques perpetrados por combatentes da Província do Sahel do Estado Islâmico ocorreram em pelo ‌menos cinco localidades em Menaka, e o número ‌total de vítimas ⁠ainda estava ⁠sendo apurado nesta terça-feira, disseram as quatro fontes, que ⁠falaram sob condição ‌de anonimato por ‌medo de represálias do governo do Mali.

Eles parecem ter sido uma resposta aos abusos supostamente cometidos na semana passada na área por ⁠uma milícia pró-governo conhecida como MSA e pelo Corpo Africano, o grupo paramilitar russo que apoia Bamako, disseram as fontes.

"Os milicianos da MSA que acompanhavam (o ‌Exército do Mali) e o Corpo Africano cometeram abusos contra civis suspeitos de serem informantes ⁠do Estado Islâmico", disse uma autoridade municipal de Menaka.

"Eles mataram cerca de uma dúzia de pessoas, incendiaram casas e roubaram outros bens."

Durante os ataques de retaliação no domingo, a Província do Sahel do Estado Islâmico incendiou casas e roubou gado, levando centenas de civis a fugirem para a cidade de Menaka, disseram as quatro fontes, que forneceram números provisórios de mortos variando de 48 a mais de 70.

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