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Milhares protestam em Madri contra política para Catalunha

10 fev 2019
12h00 atualizado às 12h07
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12h00 atualizado às 12h07
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Milhares de pessoas protestaram neste domingo em Madri contra a proposta de negociação feita pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez para aliviar a tensão na Catalunha, em manifestações organizadas por partidos oposicionistas da centro e extrema-direita.

Milhares protestam em Madri contra política do governo espanhol para Catalunha
Milhares protestam em Madri contra política do governo espanhol para Catalunha
Foto: Sergio Perez / Reuters

Com bandeiras espanholas nas mãos, manifestantes encheram a Plaza de Colón, no centro da cidade, no maior protesto já enfrentado por Sánchez. Com o slogan "Por uma Espanha unida, eleições já!", eles buscaram pressionar o governo de minorias formado pelo premiê.

A proposta feita pelo governo socialista na última terça-feira, de nomear um relator para mediar negociações entre partidos políticos e lidar com o movimento de independência na Catalunha, fortaleceu a oposição, que acusou a medida de ser uma traição e uma concessão aos líderes separatistas catalães. Os oposicionistas querem eleições antecipadas. 

Sánchez, que em junho assumiu no lugar de um governo conservador, conta com o apoio de somente um quarto do parlamento e depende do suporte do partido anti-austeridade Podemos e dos nacionalistas catalães, bem como de outros partidos menores, para aprovar leis.

Na próxima quarta-feira, está marcada uma votação crucial para o governo, sobre a proposta de orçamento para 2019, que deve ser rejeitada caso não haja o apoio de partidos catalães. Mas tais grupos afirmam que a aprovação do orçamento está condicionada à inclusão da questão da independência nas negociações com a Catalunha, algo que o governo nega fazer.

A rejeição da lei orçamentária no parlamento pode precipitar uma nova eleição antes da prevista para 2020.

Os partidos de centro-direita Popular e Ciudadanos organizaram o protesto deste domingo, e o recém-fortalecido partido Vox, de extrema-direita, também se juntou ao movimento. "O tempo do governo Sánchez se esgotou", disse Pablo Casado, líder do Partido Popular, durante a manifestação.

Sánchez disse no sábado que o protesto apresentaria uma "Espanha em preto e branco que propõe simplesmente o retrocesso".

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