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México vai propor projeto para coibir conteúdos violentos nas redes sociais após ataque a escola

2 out 2026 - 15h24
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Resumo
Após um ataque armado em uma escola de Coahuila que deixou uma vice-diretora morta e quatro feridos, o governo do México anunciou que apresentará um projeto de lei para exigir que as redes sociais removam conteúdos que incitem à violência e a atos criminosos. A presidente Claudia Sheinbaum defendeu que as plataformas compartilhem a responsabilidade pela segurança dos jovens, alinhando o país a medidas regulatórias já adotadas ou em discussão no Brasil, Chile, Austrália e União Europeia.

O ‌governo do México prevê apresentar um projeto de lei na próxima semana pedindo que as plataformas de rede social removam conteúdos que incitem à violência, afirmou a presidente Claudia Sheinbaum nesta sexta-feira.

O ⁠anúncio foi feito após o ataque mortal ocorrido ‌na quinta-feira em uma escola no Estado de Coahuila, no norte do México, que ‌resultou na morte de uma ‌vice-diretora e deixou quatro pessoas feridas. Dois ⁠jovens de 18 anos, que seriam os autores do ataque, foram presos no local.

"O objetivo é que as plataformas digitais assumam parte da responsabilidade e se abstenham de divulgar, promover ou ‌espalhar conteúdo relacionado a esse tipo de informação — incluindo ‌atos criminosos ⁠ou comportamentos ⁠violentos", disse Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa diária.

Ela afirmou ⁠que o governo ‌buscará um projeto ‌de lei, lei ou outro marco legal que exija que todas as plataformas de mídia social cumpram essas normas.

Apresentada como uma medida ⁠para proteger os jovens mexicanos da exposição à violência, Sheinbaum também disse que as autoridades estão abertas ao diálogo com as plataformas.

Países como Austrália e Reino ‌Unido, bem como a União Europeia, aprovaram leis que exigem que as plataformas de mídia social ⁠removam conteúdo violento.

Na América Latina, o Brasil foi o que mais avançou: o Supremo Tribunal Federal determinou, em 2025, que as plataformas devem remover conteúdos que incitem à violência. Parlamentares na Argentina, no Chile e na Costa Rica estão analisando projetos de lei que restringiriam o acesso de crianças às redes sociais e exigiriam que as plataformas bloqueassem conteúdos prejudiciais, incluindo material sexual ou violento voltado para menores.

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