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México rejeita reportagem da CNN sobre operações mortais da CIA contra cartéis

12 mai 2026 - 21h17
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As autoridades mexicanas ‌e a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos rejeitaram nesta terça-feira uma reportagem da CNN que informava que agentes da CIA participaram diretamente de ataques fatais contra alvos de cartéis no México no último ano.

A reportagem da CNN, divulgada mais cedo ⁠nesta terça-feira e citando fontes anônimas, disse que a CIA aumentou ‌suas operações secretas no México por meio da unidade de elite Ground Branch da agência. Essa atividade inclui a ‌participação direta em assassinatos seletivos, informou ‌a CNN.

"O governo mexicano rejeita categoricamente quaisquer versões (de eventos) ⁠que busquem normalizar, justificar ou sugerir a existência de operações letais, secretas ou unilaterais por parte de agências estrangeiras em solo mexicano", disse o ministro da Segurança, Omar García Harfuch, no X.

A CIA, por meio de uma postagem no X da ‌porta-voz Liz Lyons, disse sobre a reportagem da CNN: "Esta é uma reportagem ‌falsa e sensacionalista que serve ⁠apenas como ⁠uma campanha de relações públicas para os cartéis e coloca vidas americanas ⁠em risco".

A presença de agentes ‌da CIA no México ‌tem prejudicado o relacionamento bilateral nas últimas semanas.

Em 19 de abril, duas autoridades norte-americanas morreram em um acidente de carro no Estado de Chihuahua, no norte do país, após ⁠retornarem de uma operação de segurança mexicana para desmantelar um laboratório de drogas. Três fontes disseram à Reuters que as autoridades eram agentes da CIA.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse que o governo federal não ‌sabia que os funcionários norte-americanos estavam envolvidos na operação e afirmou aos EUA que a participação não autorizada de funcionários ⁠norte-americanos não deve se repetir.

A presença de autoridades dos EUA em operações anticartel é um assunto profundamente sensível no México. Há muito tempo, Sheinbaum afirma que aceita o compartilhamento de inteligência e a cooperação de segurança, mas não aceita que agentes ou forças dos EUA participem de operações em território mexicano.

Por outro lado, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem pedido repetidamente um maior uso da força militar dos EUA para combater os cartéis mexicanos e ameaçou que os EUA poderiam agir sozinhos se Washington achar que o México não está fazendo o suficiente.

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